
A Brigada Militar obteve prorrogação de 15 dias para encerrar o inquérito da ação policial que resultou na morte do agricultor Marcos Nörnberg, 48 anos, no interior de Pelotas, em 15 de janeiro. O Inquérito Policial Militar (IPM) tinha prazo de 40 dias, com possibilidade de mais 20 dias de extensão, mas a falta de reprodução simulada com os envolvidos na ocorrência causou novo adiamento, segundo a corporação.
Os familiares da vítima encararam a medida com surpresa. “Não sabíamos que o inquérito seria prorrogado por mais 15 dias. Sobre a simulação dos fatos, também nada nos foi dito, nem mesmo sobre uma possível data para o procedimento ser marcado”, disse Rodrigo Motta, que é enteado de Marcos, mas o considera pai.
Além do IPM, o caso também é apurado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). São investigados 18 PMs, todos do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e do 5º Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Eles permanecem afastados de suas funções.
Na data, de acordo com a investigação, os PMs acreditavam que criminosos envolvidos em sequestro poderiam estar na propriedade do agricultor. Câmeras de segurança gravaram o ocorrido, sendo possível ouvir a voz de abordagem, com militares se identificando como policiais. A filmagem registra troca de tiros na sequência, quando o trabalhador teria disparado com carabina, pensando que bandidos invadiam o terreno. Ele sofreu disparos no rosto, pescoço e clavícula. A Polícia Civil apura se houve tiros desferidos em curta distância.