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EUA propõem nova tarifa ao Brasil por falha no combate ao trabalho forçado

Foto: Instagram Official White House Photo/ Reprodução/Arquivo

O USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos) propôs uma nova sobretaxa de 12,5% a todos os produtos brasileiros por falha no combate ao trabalho forçado. A economia brasileira faz parte de uma lista de 60 países que, supostamente, não conseguiram proibir práticas “inaceitáveis” na produção.

A sugestão do tarifaço partiu do mesmo órgão que, ontem, recomendou aplicar 25% de sobretaxa a mercadorias brasileiras por práticas desleais brasileiras, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal. Ainda não está claro se a taxa sugerida hoje é complementar à de ontem (o que resultaria em 37,5%).

“A falha dos nossos parceiros comerciais mais importantes em abordar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais”, disse o embaixador Jamieson Greer.

“Não toleraremos mais essa disparidade. Alguns parceiros comerciais já tomaram medidas iniciais para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado […]. No entanto, cada um dos nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não incentive e perpetue o trabalho forçado em nível global”, completou.

A sugestão do órgão de comércio americano leva em conta a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que estabelece que atos, políticas e práticas nas transações. O tarifaço não é automático. A recomendação ainda passará por consulta pública no dia 6 de julho e audiência no Escritório de Comércio americano no dia 7.

Novo tarifaço dos EUA
O escritório americano de comércio indicou um alívio a um grupo de países aliados que, supostamente, já tomaram medidas para coibir as práticas desleais nas fábricas. Mesmo incluídas na lista de trabalho forçado, essas nações pagarão 10% de sobretaxa.

“Para as economias que impõem uma proibição à importação de produtos provenientes de trabalho forçado, que se comprometeram a impor e fazer cumprir tal proibição por meio de um Acordo sobre Comércio Recíproco, ou para as economias que impuseram um regime parcial com o efeito de impedir a importação de certos produtos provenientes de trabalho forçado, o Representante Comercial dos EUA propõe uma alíquota de 10% para as tarifas adicionais”, diz o comunicado.

O Brasil, porém, não faz parte deste grupo e, por isso, estará sujeito a uma alíquota extra de 12,5%.

Países afetados

Países sujeitos à nova alíquota de 10% por trabalho forçado, um pouco mais leve que os demais porque já têm algum veto parcial à prática ou se comprometeram em acordos de reciprocidade com os EUA: Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão.
Nações com recomendação de tarifa extra de 12,5% que falharam ao impor e efetivamente reforçar a proibição a importação, pelos EUA, de mercadorias produzidas com trabalho forçado: Brasil, China, Índia, Reino Unido e outros 50 países.
Lista completa das novas taxas dos EUA:

  1. Argélia
  2. Angola
  3. Argentina
  4. Austrália
  5. Bahrein
  6. Bangladesh
  7. Brasil
  8. Camboja
  9. Canadá
  10. Chile
  11. China
  12. Colômbia
  13. Costa Rica
  14. República Dominicana
  15. Equador
  16. Egito
  17. El Salvador
  18. União Europeia
  19. Guatemala
  20. Guiana
  21. Honduras
  22. Hong Kong
  23. Índia
  24. Indonésia
  25. Iraque
  26. Israel
  27. Japão
  28. Jordânia
  29. Cazaquistão
  30. Kuwait
  31. Líbia
  32. Malásia
  33. México
  34. Marrocos
  35. Nova Zelândia
  36. Nicarágua
  37. Nigéria
  38. Noruega
  39. Omã
  40. Paquistão
  41. Peru
  42. Filipinas
  43. Qatar
  44. Rússia
  45. Arábia Saudita
  46. Singapura
  47. África do Sul
  48. Coreia do Sul
  49. Sri Lanka
  50. Suíça
  51. Taiwan
  52. Tailândia
  53. Trinidad e Tobago
  54. Turquia
  55. Emirados Árabes Unidos
  56. Reino Unido
  57. Uruguai
  58. Venezuela
  59. Vietnã

Fonte: R7

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