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Espera para votar chega a duas horas na zona Norte de Porto Alegre

Porto Alegre tem longas filas de votação Foto : Camila Mendes / Especial / CP

O domingo de eleição em Porto Alegre foi marcado por relatos de filas e demora para votar. A partir das 11h, diversos casos foram registrados em diferentes pontos da cidade. Em quatro escolas da zona Norte da Capital, o tempo de espera variou e, em alguns casos, houve diferenças significativas até mesmo entre seções da mesma escola. Enquanto alguns eleitores aguardaram até duas horas, outras seções registraram pouca ou nenhuma fila.

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Foi o caso do Instituto Estadual Dom Diogo de Souza, no bairro Cristo Redentor, onde uma seção eleitoral registrou uma fila que chegou a cerca de duas horas de espera após as 13h deste domingo. Enquanto isso, seções ao lado estavam vazias. Uma equipe da Justiça Eleitoral esteve no local para verificar a situação.

O eleitor Bruno Pereira, que vota na mesma seção há pelo menos duas ou três eleições, afirmou que a demora foi muito acima do habitual. Ele aguardou cerca de duas horas na fila até conseguir votar.

“Movimento sempre há, mas não nessa magnitude. O movimento está muito maior e o prazo de espera, muito maior que o de costume. Normalmente não ultrapassa os 15 minutos”, relatou o eleitor.

Justiça Eleitoral investiga causas da demora

A juíza eleitoral Betina Ronchetti esteve no Dom Diogo após a Justiça Eleitoral receber informações sobre o excesso de eleitores esperando. Segundo ela, relatos de filas foram registrados em diferentes pontos de Porto Alegre, e equipes da Justiça Eleitoral foram a locais de votação para verificar as situações. Para a juíza, a votação para seis cargos pode contribuir para o aumento do tempo de atendimento.

“É uma eleição que é uma eleição com votação para seis cargos. Então, só isso já é uma explicação”, afirmou Betina.

A diferença no tempo de espera entre as seções, segundo a juíza, não estaria relacionada à quantidade de votantes, já que o número de votantes é padronizado, ficando entre 300 e 400 por seção. A variação pode ocorrer, entre outros fatores, pela concentração de idosos ou de pessoas com necessidades de acessibilidade em uma mesma seção, o que pode tornar o atendimento mais demorado. Ela também citou diferenças no ritmo de atendimento entre as equipes de mesários e situações pontuais que podem influenciar o tempo de votação.

A equipe verificou ainda a possibilidade de problemas na urna eletrônica. Segundo a juíza, o equipamento estava funcionando normalmente. Dois integrantes da Junta Eleitoral foram deslocados para a escola para auxiliar no atendimento.

Segundo a juíza, a Justiça Eleitoral deverá avaliar as situações registradas durante a votação para identificar estratégias que possam reduzir as filas em futuras eleições.

“Isso depois a gente verifica para tentar melhorar. A gente vai melhorando a partir das experiências”, disse a juíza.

Um mesário da mesma escola ouvido pelo Correio do Povo também relatou que o atendimento a idosos e pessoas com dificuldades de locomoção pode levar mais tempo. Segundo ele, o movimento pela manhã foi menor, mas a fila aumentou à tarde, após o horário de almoço, quando houve maior concentração de eleitores.

Cenário em outras escolas da zona Norte

Em outras escolas da zona Norte, o movimento foi mais tranquilo, embora o tempo de espera também variasse entre as diferentes seções. Na Escola Técnica José César de Mesquita, na avenida do Forte, algumas seções tinham filas de cerca de meia hora, enquanto outras apresentavam espera menor. Na Escola Sesc São Judas Tadeu, na rua de trás do Dom Diogo, havia pouca ou nenhuma fila, com maior movimento registrado após o meio-dia.

Já na Escola Estadual de Ensino Fundamental São Luís Guanella, também na zona Norte, muitas seções estavam sem filas perto das 14h. Na maior espera registrada no local, os primeiros eleitores da fila aguardavam havia menos de dez minutos. A eleitora Anelise Dantas contou que normalmente não há fila na seção em que vota, mas que, mesmo com a espera, o atendimento avançava rapidamente.

Fonte: Camila Mendes Correio do Povo

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