
A edição desta quarta-feira do Diário Oficial (DOE) indica que a Polícia Penal gastou R$ 2,8 milhões na compra de rádios comunicadores no Rio Grande do Sul. Ocorre que, assim, tal preço seria até 12 vezes mais caro que o valor de mercado da tecnologia, em média. Entrentanto, a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSP) alega erro na publicação e que, ademais, o informe será retificado.
Segundo o DOE, a empresa Dna Tech Comercio Atacadista de Equipamentos LTDA, de Porto Alegre, fornecerá 128 rádios, do tipo Motorola DTR 720, em caráter de urgência, ou seja, sem licitação, à Polícia Penal. Logo, as peças seriam avaliadas em cerca de R$ 22 mil cada.
Contudo, há oferta online desse mesmo dispositivo por até R$ 1,7 mil a unidade. Em suma, o preço da aquisição de 128 peças poderia ser quase R$ 218 mil. Em outras palavras: diferença de 1184% em relação aos gastos divulgados no DOE.
“Isso contraria o próprio governo, que justifica contenção de gastos para a falta de investimento no efetivo. É um discurso contraditório. A quem interessa essa compra sem licitação?”, questiona o presidente do Sindicato da Polícia Penal (Sindppen), Cláudio Dessbesell.
Em nota, a Polícia Penal alega erro na Súmula de Dispensa da Licitação e, além disso, assegura que o valor divulgado não corresponde às cifras do contrato. Também aponta que a informação correta será publicada na próxima edição do DOE.
Leia a nota da SSPS e Polícia Penal
A Polícia Penal informa que houve um erro na Súmula do Termo de Dispensa de Licitação para a aquisição de rádios comunicadores, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (22/7). O valor de R$ 2,8 milhões não corresponde às cifras que constam no processo administrativo.
Tão logo a Polícia Penal identificou o equívoco na publicação foram adotadas as medidas para retificação, a qual será publicada na edição do DOE da próxima quinta-feira (23/7).
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Fonte: Marcel Horowitz


