
Foto : Mauro Schaefer/CP
Cerca de 70 entidades sociais promoveram uma mobilização na manhã deste domingo em alusão ao Dia Internacional da Mulher, em Porto Alegre. Uma caminhada reuniu centenas de participantes, entre homens e mulheres, para lutar pelo fim da violência de gênero e outras pautas sociais. O ato teve concentração na Ponte de Pedra do Largo dos Açorianos e seguiu em direção à Praça do Aeromóvel, nos arredores da Orla do Guaíba.
Além da caminhada e da mobilização, o evento contou com apresentações culturais e com uma feira da economia solidária. Após a caminhada, as entidades sociais seguiram na orla distribuindo materiais informativos. De acordo com a organização da manifestação, o ato serviu como um alerta pela luta das mulheres por melhores condições e pelo enfrentamento da violência, principalmente em função dos 20 feminicídios registrados até o momento no Rio Grande do Sul em 2026.
Para a secretária de mulheres da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Eremi Melo, essas pautas precisam de maior destaque para discussão na sociedade. “O 8 de março nasceu por uma luta por emancipação das mulheres. Queremos que, neste ano, o dia 8 de março seja marcado por um dia de luto e luta pela nossa sobrevivência e pelo respeito para que possamos andar na rua sem medo de sofrer com a violência”, explicou.
A vereadora de Porto Alegre, Abigail Pereira, participou do ato representando também a União Brasileira de Mulheres (UBM). Para ela, a violência contra a mulher no RS se tornou uma “epidemia”. Além da Capital, outras cidades do RS também mobilizaram ações em alusão ao Dia Internacional da Mulher.
“Nesse ano, a mobilização é pela resistência. Estamos apontando que a forma na qual estamos enfrentando os feminicídios hoje significa que quem tem o poder precisa exercê-lo. Queremos muito mais que um lamento. Queremos orçamento para enfrentar isso. Sem dinheiro, não é possível ter mais delegacias e mais casas de acolhimento. Não podemos viver com medo. Por isso estamos aqui mostrando coragem, com vontade de viver e lutar pela dignidade”, concluiu a vereadora.
Fonte: Correio do Povo