
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação do Conselho da Paz (originalmente chamado de Board of Peace), um novo órgão internacional que nasce com a ambição de mediar conflitos globais, começando pela Faixa de Gaza.
Abaixo, os detalhes dos países que integram a iniciativa e como funciona a estrutura anunciada:
Membros confirmados e signatários
Até o momento, cerca de 26 países já aceitaram o convite pessoal de Trump ou assinaram a carta fundadora durante o Fórum Econômico Mundial. A lista é composta majoritariamente por aliados estratégicos no Oriente Médio, Ásia Central e América Latina.
América: Estados Unidos, Argentina, Paraguai
Oriente Médio: Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Jordânia, Egito, Kuwait
Europa/Eurásia: Hungria, Bulgária, Turquia, Albânia, Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Cazaquistão, Kosovo, Uzbequistão.
Ásia: Paquistão, Indonésia, Vietnã, Mongólia.
Quem ficou de fora?
O anúncio gerou uma clara divisão no bloco ocidental. Países como , Reino Unido, Noruega, Suécia e Eslovênia recusaram o convite, expressando preocupação de que o Conselho possa esvaziar a autoridade das Nações Unidas.
Requisitos de permanência
Uma das cláusulas do Conselho da Paz é o modelo de financiamento. Trump estabeleceu regras claras para quem deseja ter voz ativa no grupo:
Membros permanentes: devem contribuir com US$ 1 bilhão para um fundo controlado pela organização.
Membros temporários: aqueles que não realizarem a contribuição bilionária terão um mandato limitado a três anos.
Presidência vitalícia: Donald Trump foi designado como presidente inaugural e permanente do Conselho, cargo que mantém mesmo após deixar a Casa Branca, a menos que renuncie voluntariamente.
O Conselho Executivo
Além da assembleia de países, Trump anunciou um Conselho Executivo de elite para gerir as operações e investimentos, composto por nomes de sua estreita confiança e figuras internacionais:
- Marco Rubio (Secretário de Estado dos EUA)
- Jared Kushner (Genro de Trump e arquiteto de acordos no Oriente Médio)
- Steve Witkoff (Enviado especial)
- Tony Blair (Ex-primeiro-ministro do Reino Unido)
- Ajay Banga (Presidente do Banco Mundial)
- Marc Rowan (Executivo do setor financeiro)
- Robert Gabriel (assessor sênior e aliado próximo de Trump)
O que o Conselho fará agora?
Embora tenha nascido como um plano para a reconstrução e administração da Faixa de Gaza (incluindo a nomeação de Nickolay Mladenov como Alto Representante para o território), o estatuto assinado hoje em Davos expande os poderes do órgão para “resolver qualquer conflito internacional”.
Fonte: Correio do Povo