
O crédito consignado para trabalhador com carteira assinada do setor privado completa um ano com R$ 117 bilhões de empréstimos realizados. Desde que o chamado Crédito do Trabalhador começou a vigorar, em 21 de março de 2025, até a terça-feira, 17), o programa já movimentou mais de R$ 117,1 bilhões em empréstimos. No total, foram registrados 20,9 milhões de contratos, beneficiando 9,4 milhões de trabalhadores, com valor médio de R$ 12.359,92 por pessoa. Mais de R$ 33,2 bilhões foram destinados a trabalhadores que recebem entre um e quatro salários mínimos.
“O Crédito do Trabalhador permitiu que pessoas que antes recorriam apenas a agiotas tivessem acesso a empréstimos seguros. Além disso, possibilitou que outros saíssem do cheque especial ou quitassem o Crédito Direto ao Consumidor (CDC), muitas vezes com juros elevados”, afirma o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
Atualmente, a taxa média de juros mensal é de 3,67%, valor considerado inferior ao praticado em outras modalidades de crédito, como cartão de crédito e CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Janeiro de 2026 marcou o maior volume de contratações desde o lançamento da plataforma, com R$ 13,1 bilhões em empréstimos concedidos diretamente aos trabalhadores. Para reduzir as taxas de juros, o Ministério do Trabalho vai propor a utilização de garantias, como até 10% do FGTS e 40% da multa rescisória, na reunião do Comitê Gestor do Crédito do Trabalhador, marcada para 26 de março. A expectativa é que essa iniciativa seja implementada ainda neste semestre, com regras específicas definindo seu funcionamento.
PERFIL
A maior parte dos novos empréstimos foi contratada por trabalhadores de empresas com 1.000 ou mais funcionários, totalizando 7.814.743 operações. Em seguida, vêm as empresas com 100 a 999 empregados, com 5.469.931 empréstimos. Trabalhadores de 50 a 59 anos são a maioria, totalizando 11.147.671 operações. Entre os jovens de 18 a 28 anos, foram registrados 5.893.476 empréstimos. Já na faixa etária de 60 anos ou mais, contabilizaram-se 225.246 contratos.
Foram concedidos empréstimos a 30.113 trabalhadores domésticos, incluindo empregados de serviços gerais, babás, cuidadores de idosos, motoristas de carro de passeio, cozinheiros domésticos e jardineiros, resultando em 34.488 contratos, com valor médio de R$ 2.669 por trabalhador. O total emprestado chegou a R$ 80,3 milhões. Entre os beneficiados, 25.564 recebem até dois salários mínimos, enquanto 7.414 têm renda entre dois e quatro salários mínimos.
Como funciona
- No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador autoriza o compartilhamento de seus dados (como CPF, tempo de empresa e margem disponível).
- Em até 24 horas, instituições financeiras enviam ofertas de crédito;
- O trabalhador escolhe a melhor proposta, com juros menores;
- As parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento;
- Até 35% da renda mensal podem ser comprometidos com o empréstimo.
- Caso o trabalhador desista do empréstimo, ele tem 7 dias corridos, a partir do recebimento do crédito, para devolver o valor total recebido das instituições financeiras.
Como pedir a portabilidade
A nova instituição quita a dívida anterior e assume o crédito automaticamente, com os juros e os prazos da nova linha.
Verificar se o banco de destino oferece o novo consignado para CLT;
Pedir a portabilidade nos canais digitais da instituição (site ou aplicativo);
A portabilidade também pode ser pedida no aplicativo Carteira de Trabalho;