
O novo consignado privado já faz parte da rotina dos colaboradores na maioria das empresas que conhecem a nova modalidade de crédito. De acordo com dados da pesquisa inédita da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, 65% das companhias familiarizadas com o Crédito do Trabalhador afirmam que seus funcionários já adquiriram esse tipo de empréstimo, enquanto 27% dizem não ter registros de contratação e 8% não souberam informar.
Para Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian, “o empréstimo consignado privado já deixou de ser apenas uma novidade regulatória, passando a ser utilizado, na prática, por uma parcela relevante das empresas que conhecem o modelo. À medida que esse uso se amplia e o crédito passa a integrar a rotina das companhias, inicia-se um período natural de adaptação, que exige ajustes operacionais, alinhamento de processos e mais integração com as instituições financeiras”.
O levantamento também mostrou que a adoção do Crédito do Trabalhador é maior conforme o porte da empresa. Entre companhias com mais de 1.000 funcionários, 79% registraram aquisição do empréstimo por parte dos colaboradores. O índice também é elevado entre empresas com 500 a 999 funcionários (74%) e entre aquelas com 200 a 499 funcionários (74%). Já nas companhias que possuem entre 10 e 199 funcionários, a proporção é de 61%, enquanto nas organizações com até 9 funcionários, o percentual cai para 34%.
“Esses números indicam que o uso do empréstimo consignado privado tende a se consolidar primeiro em estruturas empresariais maiores, onde a gestão de benefícios e de descontos em folha é mais recorrente e integrada aos processos internos”, comenta o executivo da datatech.
Indústria lidera a adoção do empréstimo consignado privado entre os setores
A análise por segmento mostrou diferenças relevantes na adoção do novo modelo. A indústria é o segmento com maior incidência de uso do consignado privado, com 77% das empresas que conhecem o modelo registrando aquisição do crédito por funcionários. Na sequência aparecem comércio varejista (63%), serviços (62%) e comércio atacadista (59%).
“O uso mais expressivo do consignado privado nas indústrias pode estar relacionado às características operacionais do próprio setor, com empresas maiores e pagamentos mais estruturados”, explica Délber Lage. “Outro ponto importante é que à medida que o modelo ganha escala, o uso de tecnologia amplia a integração entre empresas e instituições financeiras e tende a aumentar a concorrência entre ofertantes. Esse ambiente mais conectado pode favorecer condições mais competitivas e maior diversidade de opções para os trabalhadores”, conclui o executivo.