
No Rio Grande do Sul, o Dia da Chimia é celebrado em 31 de agosto. A data valoriza a tradição e o sabor de um dos produtos mais emblemáticos da cultura alimentar gaúcha. A Bom Princípio Alimentos faz parte dessa história e ajuda a manter viva a memória afetiva de gerações. Fundada em 1996, no município de Bom Princípio (RS), a empresa familiar começou sua trajetória produzindo os doces de frutas, que são uma herança trazida pelos imigrantes alemães. Esse sabor típico foi o ponto de partida para a criação da marca, que hoje também é referência nacional na produção de geleias, recheios de chocolate e frutas, cremes de avelã, doces de leite e conservas.
Após quase três décadas de atuação, a Bom Princípio, que começou produzindo cinco sabores de chimia e contando apenas com três pessoas, os atuais diretores Jandir Lunkes, diretor de agronegócio, e Alexandre Ledur, diretor-presidente estratégico, além do pai de Jandir, Beno Vendelino Lunkes, hoje possui uma linha com 12 sabores e uma equipe de 350 profissionais. A empresa soma mais de 500 itens produzidos e está presente em todo o Brasil, consolidando um amplo portfólio voltado tanto ao varejo quanto ao food service. Em 2024, a Bom Princípio alcançou um faturamento de R$ 200 milhões. Já no primeiro trimestre de 2025, registrou um crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“A chimia representa a nossa história. É o símbolo da herança e também da trajetória de paixão pelo que fazemos, uma dedicação que hoje é compartilhada com milhares de famílias em todo o Brasil, por meio de sabores que preservam tradições e criam novas memórias”, destaca Alexandre Ledur, CEO da Bom Princípio Alimentos.
No cenário atual, a chimia representa 14% do faturamento da companhia, percentual que chega a 24% no Rio Grande do Sul, estado onde o consumo é mais expressivo. A região metropolitana de Porto Alegre lidera o ranking de vendas, seguida pela Serra Gaúcha, Vale do Rio Pardo, Noroeste e Norte do estado. Entre os sabores preferidos pelos consumidores estão uva, goiaba, figo, abóbora com coco e morango.
PRODUÇÃO
De janeiro a julho de 2025, a produção de chimia somou 150.689 toneladas. O processo produtivo, que preserva a receita original e o cuidado artesanal, conta com matéria-prima adquirida de cerca de 250 famílias produtoras e parceiros espalhados pelo Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Segundo Alexandre, essa parceria fortalece a agricultura familiar e garante a qualidade que caracteriza a marca.
“A empresa adquire frutas frescas diretamente de famílias produtoras, que são processadas em polpas e armazenadas internamente. Esse cuidado garante uma matéria-prima de qualidade para a produção de chimias e geleias. Além de assegurar nosso padrão de qualidade, essa relação fortalece a economia local e valoriza os pequenos produtores”, acrescenta Ledur.