
O setor automotivo brasileiro movimentará mais de R$ 885,8 bilhões até o final de 2025, ou seja, 11,8% a mais que os R$ 792,2 bilhões que circularam ao longo do ano passado. Tal cenário indica que as despesas com veículo próprio chegam a comprometer 11,7% do orçamento familiar. Os dados são da Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo nacional há mais de 30 anos, com base em fontes oficiais. No Rio Grande do Sul, a alta será de 10,46% em igual período, chegando a um movimento que supera os R$ 60 bilhões, especialmente para as classes A (11,83%) e B (11,30%).
Esse crescente volume de gastos na categoria vem se repetindo nos últimos cinco anos, chegando a superar, inclusive, segmentos como alimentação e bebidas no domicílio, que representam R$ 780,5 bilhões ou 10,3% do orçamento doméstico. Segundo Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, esse comportamento pode ser explicado pela alta demanda, desde o início da Covid-19, por transportes via aplicativos e deliveries, tanto pelo consumidor, quanto pelos trabalhadores.
Neste cálculo, são levadas em conta os desembolsos da população referentes à gasolina, álcool, consertos de veículos, estacionamentos, óleos, acessórios/peças, pneus, câmaras de ar e lubrificações/lavagens, além da aquisição de veículos.
Na liderança do ranking nacional, o estado de São Paulo responderá por R$ 236,8 bilhões das despesas; seguido por Minas Gerais com R$ 90,1 bilhões; Paraná e seus R$ 73,1 bilhões; e Rio de Janeiro, na quarta posição, totalizando R$ 62,4 bilhões nos gastos das famílias com veículos próprios.
Também em evolução está a frota de veículos, incluindo todos os tipos, entre automóveis, ônibus, caminhões, motos, etc. Se em 2024 todo esse conjunto somava mais de 121 milhões, a expectativa é de que, neste ano, tal balanço seja de cerca de 126,4 milhões.
Com o consumo e a frota em crescimento, a quantidade de comércio e reparação também evolui. Do ano passado para cá, houve um aumento de cerca de 3,8% das lojas existentes, totalizando atualmente 1.021.007 empresas automotivas no Brasil. Essa alta deve-se, principalmente, às Empresas de Pequeno Porte (EPP), já que sozinhas foram responsáveis pela abertura de 11.646 unidades no período, o que representou um avanço de 26,3% no cenário empresarial nacional.