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Em palanque com Flávio Bolsonaro, Zucco lança pré-candidatura ao governo do RS

Luciano Zucco (PL) lançou, oficialmente, sua pré-candidatura ao governo do RS
Foto : Camila Cunha/CP

Em um palco com Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Magno Malta (PL-ES) e lideranças dos cinco partidos que compõem a coligação, Luciano Zucco (PL) lançou neste sábado, oficialmente, sua pré-candidatura. O ato consolidou a chapa que terá Silvana Covatti (PP) como pré-candidata a vice-governadora, e os pré-candidatos ao Senado, Marcel van Hattem (Novo) e Sanderson (PL).

Em um empolgado discurso para as dezenas de apoiadores que se amontoavam no Parque Farroupilha, Zucco elogiou sua vice, fez acenos aos partidos aliados e criticou os adversários. Ele classificou a chapa liderada pelo vice-governador, Gabriel Souza (MDB), de “centrão oportunista”.

“O projeto da conveniência, uma hora é Lula. Outra é Bolsonaro. Falam bonito e decoram números. Não acreditamos nesse projeto, porque temos lado”, disse.

E criticou também a aliança entre PDT e PT, que tem Juliana Brizola (PDT) como pré-candidata, acusado o presidente pedetista, Carlos Lupi, e ex-ministro da Previdência, de ser responsável por um escândalo que roubou de aposentados. “O projeto da esquerda é invadir terra e ideologia nas escolas”, finalizou, prometendo “montar um time de craques” e “sem politicagem” para comandar as secretarias no Estado.

Silvana, que oficializado como pre-candidata a vice de Zucco nesta semana, fez o papel de engajar as mulheres na campanha. “Somos, no Rio Grande do Sul, 52% os votos das mulheres. E as mulheres quero fazer um chamamento: pela primeira vez no Estado vamos ter uma mulher lá no Piratini ao lado de um homem. E eu quero fazer a diferença. Tenho certeza que não envergonhei os gaúchos quando fui secretária de Agricultura, a maior pasta e o maior PIB do Estado”, garantiu Silvana.

Críticas ao governo federal

Mais esperada da manhã, a fala de Flávio reforçou o discurso de críticas ao PT e ao que chamou de “injustiças” contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além dos demais presos do 8 de janeiro.

“Precisamos sair daqui com a consciência de que, daqui a outubro, precisamos travar essa batalha nas redes sociais. Vamos abraçar e ajudar o candidato que está aqui hoje. Aqui não tem projeto pessoal, tem missão de Deus porque o Brasil não suporta mais quatro anos de PT”, clamou Flávio.

Ao proferir acusações contra Lula, fez referência as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024, afirmando que o presidente veio ao Estado “para fazer fotos” e não enviou recursos. Culpou ainda a bancada do PT na Câmara dos Deputados de não votar contrária ao perdão da dívida do RS com a união.

O ato marca o fim da passagem de Flávio Bolsonaro pelo Estado. Na sexta-feira, ele participou do painel dos presidenciáveis no Fórum da Liberdade e de um privado jantar com empresários.

Fonte: Flávia Simões/Correio do Povo

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