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Flávio Bolsonaro recebe 175 vezes mais doações que Lula após primeiro turno

Flávio Bolsonaro teve 2,2 milhões de votos a mais que Lula no 1° turno | Fotos: Charles Vieira/Divulgação Flávio Bolsonaro | Ricardo Stuckert/Divulgação Lula

Após liderar o primeiro turno, o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, não recebeu apenas apoio massivo dos partidos políticos e candidatos derrotados, mas também registrou uma vantagem enorme contra seu concorrente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas doações vindas de pessoas físicas.

Até semana passada, Flávio havia recebido 175 vezes mais doações que Lula após o pleito de segunda-feira (5), segundo dados do TSE.

O filho de Jair Bolsonaro (PL) acumula R$ 2,55 milhões em doações feitas por pessoas físicas para a campanha neste segundo turno. Já o presidente Lula, que concorre à reeleição, recebeu apenas R$ 14,5 mil.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos para a Presidência, contra 45,16% do presidente Lula. A diferença entre os dois é de pouco mais de 2,2 milhões de votos. Nunca na história do Brasil um candidato que terminou à frente no primeiro turno perdeu uma eleição presidencial.

Grandes doadores
O montante registrado pelo senador neste segundo turno vem basicamente de três grandes doações feitas por empresários brasileiros. São duas transferências no valor de R$ 500 mil e uma de R$ 1 milhão.

O maior valor foi enviado por Angela Cristina Cattozatto Fortunato, mulher do CEO e proprietário do Grupo Oswaldo Cruz Química (OCQ), Francisco Fortunato. Fundado em 1984 pelos irmãos Francisco, Domingos e Sérgio, o Grupo OCQ é hoje um dos maiores da América Latina no setor, engloba mais de 15 empresas e tem mais de 30 unidades operacionais.

Claudio Nudelman Goldsztein é responsável por um repasse de R$ 500 mil, feito na quinta-feira (8). Ele é um empresário do ramo imobiliário de Porto Alegre (RS) e, entre 2015 e 2016, foi coordenador no Rio Grande do Sul do Movimento Vem pra Rua, que mobilizava manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

A terceira doação veio dos irmãos Rogério e Aluizio Merlin Ribeiro, sócios de empresas do agronegócio ligadas a plantação e esmagamento de soja. Eles têm participação nas empresas Óleos Vegetais Taquarussu, sediada no Rio Grande do Sul, e na Incobrasa, fundada pelo seu pai, Renato Bastos Ribeiro, e que é uma das maiores no ramo da soja nos Estados Unidos. Os dois enviaram R$ 250 mil cada um.

Claudio Goldsztein e Angela Fortunato só fizeram essas doações nas eleições de 2026. Já os irmãos Merlin Ribeiro financiaram quase 20 outras candidaturas. Entre elas estavam as campanhas de Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL), que foram eleitos para o Senado pelo Rio Grande do Sul.

Fonte: R7

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