
O presidente da Expodireto Cotrijal, Nei César Manica, destacou como positiva a 26a. edição da feira, realizada na semana em Não-Me-Toque, sobretudo pelo evento ocorrer em meio a um momento de dificuldades da agricultura gaúcha em razão do endividamento dos produtores causado pelos sucessivos problemas climáticos.
“Estamos encerrando a edição de 2026 muito realizados porque cumprimos um papel importante de organização, de mobilização”, afirmou, em visita à Casa do Correio do Povo no parque.
“Como todos nós sabemos, o Rio Grande do Sul está vindo de algumas dificuldades climáticas, o cenário econômico não é dos melhores, as taxas de juros altas, o custo de produção também alto, as commodities de preço baixo e pouca quantidade, mas, mesmo assim, tivemos um grande público”, ressaltou Manica.
“Mas temos sentido que, mesmo com a escassez de recursos e juros altos, algumas empresas estão comercializando até razoavelmente bem”, considerou.
Conforme Manica, o negócio é importante numa feira como a Expodireto, mas, mais do que isso, sempre também é igualmente importante que nos próximos 365 dias, até a próxima feira, o produtor possa continuar junto com as empresas, e estas buscarem seu cliente e fazer as negociações que não se realizaram.
“Então, todo mundo está satisfeito, porque aqui o objetivo é mostrar a marca, o produto e divulgar as suas tecnologias para que o produtor possa, durante o ano, utilizar o produto.”
E ainda anunciou que a edição de 2027, de 8 a 12 de março, já está sendo projetada.
“Estamos no planejamento para a expansão da área. Vamos unificar o parque, dando oportunidade a muitas empresas. Temos mais de 200 empresas esperando. São 14 quadras de 3 mil metros quadrados de máquinas, o que vai aumentar em mais de 40% a exposição de máquinas”, projetou.
“Então, realmente vai ficar muito bonito. A área central vai ser ampliada. Para no futuro fazer grandes investimentos também de infraestrutura”, complementou.
Fonte: Correio do Povo