
Após a intervenção da Executiva Nacional do PT, o até então pré-candidato ao governo do Estado, Edegar Pretto, do PT, em coletiva no final da manhã desta quinta-feira, reconheceu o movimento e disse que não irá contestar o que chamou de ‘orientação’ da nacional. “Nós não faremos nenhum mobilização no PT para fazer o enfrentamento”, afirmou ele, sobre a orientação nacional.
“Temos uma estratégia política, que nos trouxe até aqui, e essa tática eleitoral foi nacionalizada pelo meu partido, o PT. Se faz necessário que nós do PT continuemos a dialogar com os demais partidos, que vieram conosco até aqui. Se faz necessário uma maturação. (…) A nossa disposição ela continua na prioridade da reeleição do presidente Lula, mas o RS é muito importante”, ressaltou.
Em outras palavras, o pré-candidato deixa a disputa pela cabeça de chapa da majoritária, que passa a ser da pré-candidata Juliana Brizola, do PDT. Ela vai liderar a oposição na disputa ao Palácio Piratini neste ano.
“A ideia que estamos trabalhando é que, a partir de agora, continue com uma frente de seis partidos a se agregar ao PDT. Temos também o PDT largando essa frente. Continuamos trabalhando no sentido dessa frente”, apontou o ex-pré-candidato.
Nesta sexta-feira, a Executiva estadual irá se reunir para fazer uma convocação do diretório, o que deve ocorrer no início da próxima semana para tratar das questões internas. No encontro, a princípio meramente formal, deverá ser sacramentado oficialmente o apoio a Juliana.
A coletiva, ao contrário do que poderia se imaginar, aconteceu na sede do PSB, partido que também faz parte da frente em torno do nome de Edgar Pretto. Segundo Beto Albuquerque, presidente estadual da sigla, o convite partiu dele para que o encontro fosse ali. Entre os partidos aliados, os integrantes do PSol não estiveram presentes. Em justificativa, Edegar Pretto destacou que o partido também estava em reunião interna.
‘Maturação’ para consolidar a frente com o PDT
Segundo Pretto, que repetiu várias vezes o termo “maturação”, ainda é preciso algum tempo para saber como que se dará esse alinhamento entre o grupo formado pelo PT, federado com o PV e o PCdoB, e também pelo PSol, federado com a Rede, e pelo PSB, formavam os seis partidos no entorno do seu nome.
Agora, a previsão é que haja nos próximos dias um encontro com Juliana Brizola e integrantes do PDT para discutir a reformulação da chapa. Uma ala defende inclusive que Edegar seja o vice de Juliana. Segundo ele, ainda é cedo para discutir o assunto.
O episódio que aconteceu nessa quinta-feira é mais uma etapa da discussão que vinha se dando mais fortemente nos últimos dois meses em torno de quem seria o candidato a dar o palanque ao presidente Lula, que deverá concorrer à reeleição em busca do quarto mandato na Presidência, no Rio Grande do Sul. Mas também deixou em evidência movimentos internos dentro dos partidos, especificamente do PT.
Fonte: Mauren Xavier / Correio do Povo