
Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi a 0,88%, superando em 0,18 ponto percentual o índice de fevereiro (0,70%). Essa alta foi puxada pelos preços dos grupos Transportes e Alimentação e bebidas que, juntos, responderam por 76% do IPCA de março. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo IBGE.
Nos Transportes, a alta mais relevante foi a da Gasolina (4,59%), com impacto de 0,23 pontos percentuais na inflação do mês. Outras altas ocorreram em Passagem aérea (6,08%) e Diesel (13,90%), embora com menos impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral. Já em Alimentação e bebidas, os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%) tiveram as elevações de preços mais importantes, com impactos de 0,07 e 0,05 pontos percentuais sobre o IPCA do mês. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).
O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, observa que “em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional”.
No ano, o IPCA acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA fora de 0,56%. Em Porto Alegre, o indicador chegou a uma alta de 0,96%, acumulando 1,54% no ano e 4,28% nos últimos 12 meses.
ALTA DE PREÇOS
Os nove grupos de produtos e serviços do IPCA tiveram altas de preços em março. O líder foi Transportes, com alta de 1,64% e 0,34 ponto percentual de impacto, seguido por Alimentação e bebidas (1,56%, com impacto de 0,33 ponto percentual no índice do mês). Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março. As altas dos demais grupos oscilaram entre 0,02%, em Educação e 0,65%, em Despesas pessoais.
Para Fernando Gonçalves, “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”
Entre as 16 localidades onde o IBGE coleta preços para o cálculo do IPCA, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,37%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,28%) e das frutas (-3,72%).
Tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, respectivamente as regiões metropolitanas com o maior e o terceiro maior peso no IPCA, o índice de março foi de 0,78%, ficando abaixo da média do país (0,88%). Já em Belo Horizonte, a região metropolitana com o segundo maior peso, o IPCA de março subiu para 0,93%.