
O Monitor do PIB-FGV mostra crescimento de 0,6% da atividade econômica em fevereiro na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal. Na comparação interanual, a economia cresceu 0,3% em fevereiro e 1,4% no trimestre findo em fevereiro. A taxa acumulada em 12 meses até fevereiro foi de 2,0%. Em termos monetários, estima-se que o PIB em valores correntes até fevereiro de 2026, tenha sido de R$ 2,1 trilhões, com uma taxa de investimento de 20,7%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre)
“A economia brasileira manteve seu crescimento pelo quarto mês consecutivo, registrando em fevereiro 0,6% de variação, com destaques para o consumo das famílias que cresceu pelo terceiro mês consecutivo e a formação bruta de capital fixo que cresceu pelo segundo mês consecutivo. Pelo lado da oferta, as atividades da indústria de transformação, da extrativa mineral e do comércio apresentaram crescimento expressivo”, segundo Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.
O consumo das famílias segue mantendo o ritmo de crescimento semelhante ao observado no fim do ano passado. O resultado reflete contribuições positivas de todos os seus componentes, com destaque para o consumo de serviços e produtos não duráveis, responsáveis por praticamente todo o aumento. Com isso, o consumo das famílias completa quatro trimestres móveis consecutivos de crescimento mais expressivo, mostrando continuidade da recuperação em relação ao segundo semestre de 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) reverteu a trajetória de retração observada desde o final do ano passado, registrando uma queda menor para o trimestre findo em fevereiro. Os segmentos da construção e de máquinas e equipamentos contribuíram negativamente para o componente. No entanto, diferentemente do que foi registrado para o trimestre findo em janeiro, máquinas e equipamentos não cai de forma tão expressiva, produzindo uma queda menor do agregado. A atividade de construção também impactou negativamente, registrando o terceiro trimestre móvel consecutivo de queda.
EXPORTAÇÃO
Todos os componentes das exportações tiveram contribuição positiva. Em especial, a exportação de produtos da extrativa mineral apresentou um crescimento acima da média dos últimos trimestres móveis, notadamente a exportação de petróleo. A exportação de produtos da agropecuária e de serviços seguem contribuindo para o crescimento do setor.
A importação de bens intermediários registrou o quinto trimestre móvel consecutivo de queda, sendo a mais recente a maior delas (-5,2%), contribuindo para praticamente toda a queda das importações. Além disso, as importações da extrativa mineral e da agropecuária continuaram apresentando variações negativas enquanto bens de capital apresentou queda após crescer nos últimos trimestres móveis. Assim, apesar do avanço em alguns segmentos, a retração concentrada em bens intermediários foi determinante para o recuo das importações no período.