
Os democratas assumiram o controle do Senado e da Câmara dos Estados Unidos nessa terça-feira, vencendo em redutos republicanos, enquanto milhões de eleitores enviaram uma crítica contundente ao presidente Donald Trump. O eleitorado de locais conservadores, que elegeram o presidente para um segundo mandado há dois anos, trocaram o voto, impulsionado, principalmente pela impopularidade da guerra contra o Irã, pelo alto custo de vida e pelo descontentamento com a forma como Trump tem governado o país. Isso ocorreu com vitórias na Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio e em redutos republicanos como Texas, Iowa e Kansas, estado em que os democratas não venciam uma disputa para o Senado desde 1932.
A apuração dos votos aponta, na manhã desta quarta-feira, os democratas com 54 cadeiras no Senado e, os republicanos com 44. Duas vagas ainda não foram definidas. Na Câmara, a oposição tem 228 cadeiras contra 142. De um total de 435 vagas, faltam 65 para definir a composição da casa.
Trump reconheceu a derrota, em uma conversa com jornalistas do New York Times. “Estou absolutamente disposto a aceitar estes resultados”, declarou, segundo o jornal.
“Acho que os democratas fizeram um bom trabalho, realmente acho”, afirmou o mandatário de 80 anos em entrevista ao canal Fox News, em tom conciliador. “Eles lutaram de maneira dura”.
A expectativa é que os resultados darão início a uma nova fase de governo, após dois anos em que o o Congresso, controlado pelos republicanos, raramente exerceu poder para conter o atual presidente. Assim que assumirem os cargos em janeiro, espera-se que os democratas usem o poder para investigar o governo de Trump, a família dele e aliados, além de exigir concessões em relação a importantes projetos de lei.

