
Na última semana antes do primeiro turno das eleições no Brasil, o mercado financeiro será movimentado de indicadores o que deverá deixar o período com uma intensa volatilidade, principalmente a partir de dados internacionais. No mercado interno dados do mercado de trabalho de agosto também serão observados pelos investidores. Analistas consideram provável uma estabilidade em 5,3% nos dados do IBGE, enquanto o Caged deve continuar com moderação no ritmo de contratações formais, algo próximo dos 115 mil vagas no período
A agenda doméstica começa com a divulgação do relatório mensal da dívida pública federal, referente a agosto, na segunda-feira, 28 . Na sequência, a FGV apresenta a Sondagem da Indústria de setembro. O Banco Central divulga o Relatório Focus semanal seguido da Nota à Imprensa sobre o setor externo de agosto, com indicação de US$ 4,2 bilhões. A tarde, a Secex divulga a balança comercial semanal.
Na terça-feira, 29, estão previstos os números do Caged sobre a geração de emprego formal em agosto, com indicação de 87 mil, e o resultado primário do Governo Central de agosto, do Tesouro, com indicação de -R$ 14,2 bilhões. A FGV divulga o IGP-M de setembro, com indicação de 1,7% na comparação mensal, além das sondagens de Serviços e do Comércio, enquanto o Banco Central apresenta a nota sobre política monetária e operações de crédito referente a agosto. Já o IBGE divulga a Pnad Contínua de agosto, com indicação de 5,3%.
Já na quarta-feira, 30, a FGV divulga, às 8h, o Indicador de Incerteza da Economia de setembro. Em seguida, o Banco Central apresenta as estatísticas fiscais de agosto, e o IBGE divulga o índice de preços ao produtor. O IPC-S semanal e do Índice de Confiança Empresarial de setembro pela FGV, saem ambos na quinta-feira, 1º. No encerramento da semana, na sexta-feira, 2, o IBGE apresenta a Pesquisa Industrial Mensal de agosto, com indicação de alta de 0,2% na comparação mensal.
EUA
A semana também reserva a divulgação de dados sobre a economia dos Estados Unidos que serão observados de perto pelos agentes financeiros, sobretudo diante da tentativa de calibrar as apostas sobre a extensão do ciclo de aperto das condições monetárias pelo Federal Reserve (Fed).
Além disso, nos EUA, o índice de atividade do setor industrial medido pela ISM será conhecido na quinta-feira, 1º de outubro. Um dia antes, será divulgado será divulgado o relatório de renda pessoal e de gastos com consumo (PCE), onde o foco dos investidores estará no deflator do PCE, medida de inflação que é acompanhada de perto pelo Fed. Ainda no exterior, a leitura preliminar da inflação ao consumidor da zona do euro referente a setembro será conhecida na sexta-feira.

