
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) acelerou para 1,19% em junho, ficando 0,83 ponto percentual acima da taxa de maio (0,36%). Este resultado representa o maior índice observado desde agosto de 2022, com exceção do mês de janeiro deste ano, quando ocorreu a reoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil. O acumulado no ano totalizou 4,48%. Os últimos doze meses foram para 7,26%, resultado acima do registrado nos doze meses imediatamente anteriores (6,93%). Em junho de 2026 o índice foi 0,88%. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em maio fechou em R$ 1.953,08, passou em junho para R$ 1.976,37, sendo R$ 1.114,74 relativos aos materiais e R$ 861,63 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou variação de 0,92%, registrando a maior taxa do ano, e alta, tanto em relação ao mês anterior (0,53%), quanto a junho do ano passado (0,41%), 0,39 e 0,51 pontos percentuais, respectivamente.
Já a mão de obra, também com a maior taxa observada no ano, 1,55%, e diversos acordos coletivos firmados, apresentou alta de 1,41 ponto percentual quando comparada a maio (0,14%), e 0,03 ponto percentual em relação a junho de 2025 (1,52%).
O primeiro semestre fechou em: 3,39% (materiais) e 5,96% (mão de obra). Já os acumulados em doze meses ficaram em 5,54% (materiais) e 9,59% (mão de obra), respectivamente.
Região Nordeste registra maior variação mensal em junho
A Região Nordeste, com alta em todos os estados, e influenciada pelo reajuste observado nas categorias profissionais no Ceará e Pernambuco, ficou com a maior variação regional em junho, 1,45%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,58% (Norte), 1,33% (Sudeste), 0,86% (Sul) e 0,91% (Centro-Oeste).
Com reajuste nas categorias profissionais firmado em acordo coletivo, e alta da parcela dos materiais, o estado do Pernambuco registrou a maior variação mensal em junho, 2,98%. Seguido por Rondônia (2,63%), Ceará (2,52%), e São Paulo (2,34%), sob as mesmas condições.


