
Em setembro, o saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$22,1 trilhões (164,9% do PIB), com avanço mensal de 0,7%. Esse resultado refletiu, principalmente, os aumentos de 0,4% em empréstimos do SFN e 1,4% em títulos públicos. Em doze meses, o crescimento atingiu 11,5%, destacando-se os crescimentos de 16,2% em títulos públicos e 8,6% em empréstimos do SFN.
O crédito ampliado às empresas situou-se em R$7,3 trilhões em setembro (54,4% do PIB), avanço de 0,7% no mês, refletindo aumentos nos saldos dos empréstimos do SFN (1,0%) e dos empréstimos externos (0,8%). Em doze meses, a expansão de 8,0% foi impulsionada pelos crescimentos de 13,7% nos títulos de dívida e 5,9% nos empréstimos do SFN.
O estoque total das operações de crédito do SFN somou R$7,4 trilhões em setembro, elevação de 0,4% no mês, com incrementos de 1,0% nas operações com pessoas jurídicas e de 0,1% nas com pessoas físicas, somando R$2,8 trilhões e R$4,7 trilhões, respectivamente. Em doze meses, o estoque total cresceu 8,6% (ante 9,4% nos doze meses até agosto), com elevação de 6,5% no crédito às empresas (7,3% no mês anterior) e de 9,9% no crédito às famílias (10,7% no mês anterior).
O estoque de crédito com recursos livres alcançou R$4,2 trilhões em setembro, altas de 0,8% no mês e de 6,5% em doze meses. No crédito livre às pessoas jurídicas, o estoque avançou 1,7% no mês e 1,2% em doze meses, totalizando R$1,6 trilhão. Esse resultado foi orientado, principalmente, pelos incrementos das carteiras de desconto de duplicatas e outros recebíveis, influenciada por aspectos sazonais. O estoque de crédito livre às pessoas físicas atingiu R$2,6 trilhões, com aumentos de 0,2% no mês e de 10,0% em doze meses, sendo determinantes as expansões das carteiras de crédito pessoal consignado para beneficiários do INSS e para trabalhadores do setor privado e aquisição de veículos.
TAXA DE JUROS
As concessões totais sazonalmente ajustadas assinalaram retração de 1,3% no mês, com recuo de 3,4% nas operações com empresas e acréscimo de 0,6% nas operações com famílias. A taxa média de juros das novas contratações de crédito atingiu 32,4% a.a. em setembro, com aumentos de 0,2 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto percentual em doze meses. O spread bancário cresceu 0,5 ponto percentual no mês e 1,0 ponto percentual em doze meses, situando-se em 21,6 ponto percentual
A taxa média de juros das operações com recursos livres alcançou 49,0% a.a. em setembro, com altas de 0,5 ponto percentual no mês e de 3,2 ponto percentual em doze meses. No crédito livre às pessoas jurídicas, a taxa média aumentou 0,4 ponto percentual no mês e 0,2 ponto percentual em doze meses, situando-se em 24,4% a.a. Prevaleceu o efeito taxa, com destaque para o aumento da taxa média de capital de giro com prazo superior a 365 dias (1,4 ponto percentual).
No crédito livre às pessoas físicas, a taxa média de juros situou-se em 62,4% a.a., com incrementos de 0,6 ponto percentual no mês e de 3,7 ponto percentual em doze meses, com contribuições equivalentes do efeito da variação da composição das carteiras (efeito saldo) quanto do efeito taxa em setembro. Destacou-se o aumento da taxa média de cartão de crédito rotativo (6,8 ponto percentual) e a menor participação das operações de cartão de crédito à vista na composição das carteiras.
INADIMPLÊNCIA
A inadimplência da carteira de crédito total do SFN situou-se em 5,0%, estável no mês, com aumento de 0,9 ponto percentual em doze meses. Nas operações com empresas, a inadimplência recuou 0,1 ponto percentual no mês, situando-se em 3,3%. Nas operações com famílias, a inadimplência permaneceu estável em setembro, 6,0%. Em doze meses, a inadimplência dessas carteiras cresceu 0,5 ponto percentual e 1,1 ponto percentual, na mesma ordem.
No crédito com recursos livres, a inadimplência atingiu 6,6% do total da carteira, com estabilidade no mês e aumento de 1,0 ponto percentual em doze meses. Por segmento, a inadimplência das operações com pessoas jurídicas recuou 0,1 ponto percentual no mês e aumentou 0,6 ponto percentual em doze meses, situando-se em 4,2%, enquanto com as pessoas físicas esse indicador avançou, na ordem, 0,1 ponto percentual e 1,2 ponto percentual, atingindo 8,1%.
No crédito com recursos direcionados, a inadimplência atingiu 2,9% do total da carteira, com diminuição de 0,1 ponto percentual no mês e avanço de 0,8 ponto percentual em doze meses. A inadimplência nas operações com as pessoas físicas recuou 0,2 ponto percentual no mês e cresceu 1,0 ponto percentual em doze meses, situando-se em 3,4%. O endividamento das famílias atingiu 50,1% em agosto, com aumentos de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,2 ponto percentual em doze meses. O comprometimento de renda avançou 0,2 ponto percentual em agosto, e aumentou 1,4 ponto percentual em doze meses, situando-se em 29,0%.

