
Nesta quinta-feira, 29, comemora-se o Dia Nacional do Livro. A data marca a fundação, em 1810, da Biblioteca Nacional do Brasil, a primeira e mais antiga instituição cultural do País. Dados do IPC Maps, especializado em potencial de consumo brasileiro, indicam que, do total de 5.571 municípios brasileiros, somente 2.022 deles contam com comércios varejistas de livros, o que significa que, na grande maioria das localidades do País — em 3.549 cidades — não há sequer uma livraria, número que no Rio Grande do Sul chega a 1.527 unidades.
Em termos regionais, o Norte é o que apresenta a pior situação, registrando apenas 940 comércios no segmento. Cidades com mais de 50 mil habitantes como Moju, Alenquer e Viseu, no Pará; Iranduba e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas; e Jaru, em Rondônia, por exemplo, não possuem livrarias.
A situação também é crítica na região Centro-Oeste, que abriga somente 1.552 estabelecimentos, sendo que em Sidrolândia (MS) não há nenhum destes. Somando 3.838 lojas, o Nordeste deixa a desejar principalmente em cidades como, Casa Nova e Euclides da Cunha (BA), Bezerros (PE), Tauá (CE), Marechal Deodoro (AL) e Coroatá (MA), entre outras.
O Sul, por sua vez, aparece com 4.399 unidades nesse cenário empresarial literário. Ainda dentre os municípios com mais de 50 mil residentes, apenas o catarinense Tijucas não possui livraria. Já a Região Sudeste destaca-se nesta seleção respondendo por quase 11 mil livrarias, presentes em todos os municípios a partir de 50 mil habitantes.
Mesmo com esse cenário alarmante, o trabalho aponta que, em 2026 o comércio varejista de livros registrou um crescimento de 9,2% em relação ao ano passado, contando atualmente com 21.647 livrarias em todo o território nacional.

