
Uma solenidade a ser realizada as 15h30 desta sexta-feira, 11, em Rio Grande, marca a assinatura do contrato de concessão de uma área no Porto do Rio Grande para a implantação de um terminal portuário da CMPC Celulose. O empreendimento, com investimento de R$ 1,5 bilhão, integra o amplo Projeto Natureza, que contempla a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro com aporte total superior a R$ 27 bilhões — o maior investimento privado já anunciado no Rio Grande do Sul.
O terminal, que terá contrato de concessão por 25 anos, é consideradod peça fundamental para o escoamento da produção da futura planta industrial. A área concedida estava sem uso desde 2014, após o colapso de um antigo projeto ligado à indústria naval, afetada pelos escândalos de corrupção junto à União revelados à época. Agora, o espaço será reativado para o escoamento da produção de celulose.
O futuro terminal inclui dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando sensivelmente a capacidade logística do Porto de Rio Grande. Na fase de implantação, a expectativa é gerar mais de 1,2 mil empregos; já em operação, estima-se cerca de 450 empregos diretos e mais de 2,1 mil indiretos, envolvendo trabalhadores avulsos e caminhoneiros. Além de empregos e renda, o projeto consolida o Estado como polo de desenvolvimento e logística, ampliando sua relevância no cenário nacional e internacional.
Como parte da contrapartida para a administração portuária, o projeto prevê o repasse de R$ 142,7 milhões à Portos RS, que serão destinados à dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Novo. Essa intervenção beneficiará não apenas o novo terminal, mas todas as cargas operadas na área, aumentando a competitividade do complexo portuário gaúcho.

