
O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE subiu 0,8 ponto em julho, para 92,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice se manteve estável, com 92,3 pontos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). A avaliação mais positiva com os negócios correntes foi especialmente relevante entre as empresas de Edificações Residenciais”.
Por sua vez, houve queda na confiança, com a piora das expectativas, no segmento de Infraestrutura, o que pode estar relacionado à proximidade do fim do ciclo de obras ligadas ao período eleitoral. Ainda assim, o segmento se mantém como o mais otimista e com o maior patamar de confiança, refletindo o bom momento dos investimentos na área. Vale destacar a alta do Indicador de Evolução Recente da Atividade, que alcançou o melhor patamar desde novembro do ano passado, um resultado que deve repercutir no ritmo de crescimento do emprego, que no final do semestre começou a dar sinais de desaceleração e pode reverter, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
O avanço do Índice de Confiança da Construção (ICST) foi influenciado tanto pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST) quanto pelo Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST subiu 1,5 ponto, alcançando 92,1 pontos, enquanto o IE-CST avançou 0,1 ponto, para 93,0 pontos. Dentro dos componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 90,9 pontos, com alta de 2,1 pontos em relação ao mês anterior. A Carteira de Contratos chegou a 93,4 pontos, com variação de 0,8 ponto em relação ao mês anterior.
Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 93,8 pontos, alcançando o menor patamar desde dezembro de 2025, com um recuo de 1,2 ponto em relação ao mês anterior. Já a Tendência dos Negócios subiu para 92,1 pontos, avançando 1,3 ponto comparado ao mês anterior.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção recuou 0,9 ponto percentual, para 76,1%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos também retrocederam 1,1 e 1,4 p.p., para 77,6% e 70,5%, respectivamente.


