
A Prefeitura de Porto Alegre concluiu nesta segunda-feira a obra de revitalização do Quadrilátero Central, no Centro Histórico. O trabalho, que iniciou em junho de 2022, foi realizado em 16 mil metros quadrados de calçada e em 2,5 quilômetros de via.
As intervenções aconteceram nas avenidas Otávio Rocha e Borges de Medeiros; e nas ruas General Vitorino, Voluntários da Pátria, Marechal Floriano Peixoto, Vigário José Inácio, Doutor Flores, Andradas e Uruguai. Foram executadas 11 frentes de trabalho. Inicialmente programada para ser executada em 18 meses, o cronograma sofreu ajustes em decorrência de problemas enfrentados com a enchente de 2024, e nas estruturas subterrâneas.
“Essa é uma obra muito importante e um marco para a cidade. Melhoramos a caminhabilidade, a segurança, o que se reflete no movimento do comércio. O Centro é o segundo bairro de todos. A revitalização faz parte de uma série de investimentos que estão e continuarão sendo feitos no centro histórico”, destaca o titular da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), André Flores.
O serviço consistiu em substituir pavimento da via; iluminação, redes de água, esgoto e drenagem; alargar e reformar calçadas; instalar acessibilidade universal, mapas táteis e sinalização. Foram implantados mobiliário urbano (com floreiras, bancos e bicicletários) e infraestrutura de videomonitoramento.
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) substituiu 3,8 quilômetros de redes assentadas de abastecimento de água no Quadrilátero Central. As vias receberam material em polietileno de alta densidade (Pead), em substituição às tubulações de ferro fundido. Somente nessa etapa foram investidos R$ 2,8 milhões, beneficiando 25 mil moradores do Centro Histórico.
A última fase esteve concentrada no trecho entre a rua dos Andradas e a Praça da Alfândega, conhecido por Largo dos Medeiros. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a revitalização do espaço manteve todas as características originais, como a restauração das pedras portuguesas.
Ao total, a obra custou R$ 19,8 milhões. O Consórcio RGS/AGR/Elmo – Novo Centro foi o responsável pela execução dos serviços, e seguirá fazendo reparos pontuais no Quadrilátero Central dentro da garantia do contrato.
Segurança e economia
Segundo dados da Secretaria Municipal de Segurança (SMS), o índice de roubos a pedestres teve queda de 46,87% em janeiro deste ano em comparação com igual mês de 2025. Já os registros de furtos reduziram 46,21% no mesmo período pesquisado. O Centro Histórico concentra 8,35% das 36.8 mil empresas em atividade na Capital, sendo a principal atividade econômica o comércio varejista. Em 2024, houve aumento de 30% na economia da região, conforme a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos (SMDETE). O Centro lidera a abertura de empresas na cidade.
Fonte: Rádio Guaíba