
O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), através da Delegacia de Investigação de Pessoas Desaparecidas (DPID), trabalha ao lado das 1ª DP e 2ª DP de Cachoeirinha na elucidação do sumiço de três pessoas da mesma família no município. Os esforços resultaram na prisão de um suspeito nesta terça-feira.
As vítimas foram identificadas como Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar, 69 e 70 anos, respectivamente. Eles desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro. As suspeitas recaem sobre um policial militar, ex-marido de Silvana, preso temporariamente nesta manhã.
“Estamos trabalhando incessantemente na resolução do caso. Até o momento não tínhamos elementos de prisão, mas eles surgiram e um mandado temporário foi efetuado”, afirma o delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí (1ª DPRM), Anderson Spier.
A DPID entrou na apuração em 3 de fevereiro. “Montamos uma força-tarefa com os policiais da DPID, 1ª DP e 2ª DP de Cachoeirinha”, explica o delegado André Freitas, titular da 4ª Delegacia de Homicídios, também à frente da DPID.
Freitas exalta o esforço integrado como peça chave dos trabalhos. “A DPID tenta buscar o direcionamento da apuração, realizando uma série de diligências em apoio às Delegacias de Cachoeirinha. Temos avançado bastante em conjunto”, avalia.
No último final de semana, foi apreendido um celular que pode ser de Silvana. Já na casa dela, foram localizadas gotículas de sangue na pia do banheiro e na garagem. A conclusão dos laudos periciais tem prazo de 30 dias.
“O caso ainda é tratado como desaparecimento, mas é obvio que o passar do tempo reforça a hipótese de assassinato. Fato é que existem diversas linhas de investigação. Destas, nenhuma pode ser descartada, inclusive a remota chance de as vítimas ainda estarem vivas”, ponderou o delegado André Freitas.
Fonte: Marcel Horowitz / Correio do Povo