
A campanha eleitoral começou oficialmente no domingo. A partir da data de largada, candidatos e coligações têm pela frente exatos 50 dias para buscar os votos dos eleitores. Neste ano, mais de 158,7 milhões de pessoas estão aptas a comparecerem às urnas para escolher seus representantes em todo o país. No Rio Grande do Sul, são cerca de 8,5 milhões.
Além da conquista de votos, candidatos têm o desafio de convencer uma ala considerável de eleitores que por desencanto, entre outros motivos, deixa de exercer o direito e a responsabilidade de votar. Em todo o país, nas eleições municipais de 2024, 21,71%, ou mais de 34 milhões de eleitores não votaram no primeiro turno. Na disputa geral de 2022, o percentual de abstenção ficou em 20,95%, que representou 32,7 milhões de eleitores que não foram às urnas. Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou a sexta maior abstenção do país no primeiro turno, chegando a 23,69%.
Na segunda etapa da disputa, o índice foi ainda maior, deixando o Estado em terceiro no ranking de abstenções do Brasil, com 32,41%. No mesmo ano, Porto Alegre foi a capital brasileira com maior percentual de abstenções do país nos dois turnos das eleições municipais, registrando 31,51% no primeiro e 34,83% no segundo turno.O ano em questão foi atípico para o Rio Grande do Sul, em função da tragédia das enchentes de maio, fator que contribuiu para as ausências, mas que definitivamente não foi o único.
Clima desafiador será constante na campanha
A chuva de domingo não assustou os principais candidatos ao Piratini e seus aliados, que mantiveram agendas de rua entre os principais compromissos do primeiro dia de campanha. Juliana Brizola, candidata do PDT, adaptou o roteiro e trocou uma caminhada na Redenção por ato no comitê.
Representante do PL, Luciano Zucco marcou presença com apoiadores do Parcão. Marcelo Maranata, do PSDB, participou de ato na zona Sul de Porto Alegre, e Gabriel Souza, candidato do MDB, realizou mobilização no Largo Zumbi dos Palmares. Considerando as previsões do tempo para os próximos meses, não apenas chuvas volumosas, mas tempestades e vendavais serão presenças constantes.
Fonte: Taline Oppitz / Correio do Povo


