
A executiva do PT gaúcho reafirmou nesta quarta-feira, 25, a decisão de ter candidatura própria ao governo do RS. Após reunião no final da manhã, o colegiado divulgou nota na qual endossou de novo o apoio à pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do Estado. “Em respeito à decisão democrática do partido e fundamentalmente pela importância da vitória do Lula no RS, entendemos que a candidatura do companheiro Edegar Pretto, por ser a mais ampla (seis partidos) e que tem o compromisso da defesa do nosso governo, é melhor opção para a construção da vitória”, diz trecho do documento.
O comando gaúcho reiterou sua posição menos de 24 horas após reunião realizada em Brasília, na noite de terça, entre representantes do partido no RS e o presidente nacional da sigla, Edinho Silva, na qual não houve avanço. A conversa em Brasília mais uma vez tratou da crise que atinge a legenda, em função do descompasso entre as decisões do diretório estadual e a vontade do comando nacional.
Os gaúchos decidiram no ano passado pela pré-candidatura do presidente da Conab, Edegar Pretto, ao governo do Estado, a direção nacional pressiona para que o partido desista da corrida pelo Palácio Piratini e apoie Juliana Brizola, que é pré-candidata do PDT.
Além de Pretto, o presidente do PT do RS, Valdeci Oliveira, e o também gaúcho Henrique Fontana, que é secretário geral do diretório nacional, participaram da discussão. O impasse, porém, se manteve. Edinho insistiu na necessidade de uma composição com os pedetistas e palanque único para Lula no Estado. Pretto reafirmou, contudo, que vai seguir na disputa. Dos três gaúchos, Fontana é o que tem alinhamento com a direção nacional, mas se mostrou contrário a uma intervenção aberta no diretório.
No RS, os articuladores de Pretto continuam assegurando que a chance de o petista desistir é zero. Eles consideram que a capitulação seria uma intervenção ‘branca’ do diretório nacional no gaúcho, apenas para evitar o esfacelamento gerado por uma intervenção aberta. Pretto permanece em Brasília nesta quarta, seu último dia à frente da Conab. Ele está se desincompatibilizando do cargo para poder concorrer nas eleições deste ano.
Fonte: Flávia Bemfica / Correio do Povo