
Na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, realizou a segunda fase da Operação Por Um Fio, uma grande ofensiva contra crimes de agiotagem, extorsão e associação criminosa. Aproximadamente 30 policiais civis cumpriram 12 medidas cautelares, sendo seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão. Cinco pessoas foram presas.
A operação abrangeu os municípios de Canoas, Cachoeirinha, Alvorada e Caxias do Sul. Uma arma de fogo foi apreendida, além de munições de diversos calibres e valores em espécie.
A investigação teve início após a denúncia de uma empresária da região, que relatou ter contraído empréstimos com agiotas para salvar seu negócio após as severas enchentes de 2024. A prática de juros abusivos tornou insustentável o pagamento da dívida, agravando sua situação financeira e a colocando em um quadro de extremo desespero. Sem conseguir quitar os valores exigidos, a vítima passou a sofrer ameaças de morte, não só contra ela, mas também contra seus familiares.
De acordo com o Delegado Gustavo Bermudes, a fase atual é consequência do avanço da qualificada investigação conduzida pela Especializada, chegando em outras pessoas envolvidas na prática dos crimes, notadamente indivíduos que aliciaram e ofereceram valores para que terceiros fornecessem as contas bancárias para as movimentações dos valores (cobrança de juros abusivos) recebidos da vítima.
Já o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Cristiano Reschke, reforçou o compromisso das forças de segurança na proteção da população de Canoas e região. “A segunda fase dessa operação reflete nosso posicionamento intransigente contra crimes que violam diretamente a dignidade e a segurança das pessoas. Não permitiremos que cidadãos fiquem à mercê de ameaças, violência ou qualquer tipo de constrangimento que os leve a perder a esperança. Orientamos que todos que passarem por situações semelhantes busquem imediatamente as autoridades competentes”, esclareceu.
Correio do Povo