
Foto: Reprodução / CP
O ciclone bomba, conforme vinha sendo alertado, potencializou o impacto de uma linha de instabilidade que atravessou o Rio Grande do Sul, provocando um tornado, além de fortes ventos na quinta-feira. “Foi um episódio grave de vento com rajadas de 100 km/h a 130 km/h em número muito alto de locais do Uruguai e do RS”, diz a meteorologista da MetSul Meteorologia, Estael Sias.
“O aeroporto de Porto Alegre teve uma das rajadas de vento mais fortes em 50 anos de dados com 120 km/h, o Sul gaúcho registrou tornado, duas pessoas morreram (uma no RS e outra no Uruguai), mais de 2 milhões de pessoas ficaram sem luz, e a rede elétrica levará até 10 dias ou mais para ser reparada em alguns locais pela devastação”, aponta.
A especialista observa que os vendavais violentos foram efeito de uma linha de instabilidade, mas que não teria tamanha severidade e ventos tão destrutivos sem que estivesse associada ao ciclone bomba. As rajadas de ventos resultaram no alerta vermelho acompanhado de cell broadcast, que trava a tela de celulares. O envio ocorreu na noite da quinta-feira para 19 municípios da região Metropolitana, após o registro de vento de quase 100km/h na região Carbonífera.
Conforme a meteorologista Cátia Valente, da Defesa Civil Estadual, uma linha de instabilidade associada a uma frente fria motivou os temporais. Ela ressalta que, inicialmente, alguns modelos apontavam que a instabilidade seria mais forte apenas no Sul e, ao avançar para o Centro-Norte, ficaria “desorganizada”. Porém, o temporal seguiu forte ao avançar sobre o restante do RS. “Isso estava dentro de uma possibilidade, tanto que quase todo o RS estava em alerta laranja.
Fonte: Correio do Povo


