
A viagem marca o início da nova rodada das Missões Internacionais do Instituto Caldeira, programa que desde 2021 tem ampliado o horizonte estratégico de lideranças brasileiras por meio de agendas de negócios e aprendizado em centros globais de tecnologia. “A proposta das Missões é gerar conhecimento aplicável, ampliar o repertório dos líderes e aproximar o Brasil das fronteiras tecnológicas do mundo, buscando acelerar a internacionalização das empresas brasileiras ao conectar executivos com novas frentes de negócio, parcerias e oportunidades de investimento”, explica Pedro Valério, Diretor Executivo do Instituto Caldeira. “É uma agenda densa, com visitas técnicas, encontros com executivos e discussões aprofundadas sobre como as tecnologias emergentes estão sendo integradas a setores produtivos e governos mundo afora.”
Desde o ano passado, as missões são realizadas em parceria com a Invest RS, agência de atração de investimentos e promoção comercial do Rio Grande do Sul. “Essa aliança transforma as missões em uma plataforma de desenvolvimento relevante. Levamos executivos brasileiros ao exterior, mas também abrimos portas para que investidores globais olhem para o nosso ecossistema com mais atenção”, explica Pedro. Para 2026, estão programadas mais duas Missões, com foco nos Estados Unidos e no Oriente Médio.
Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, a continuidade da parceria com o Instituto Caldeira consolida um modelo de atuação colaborativa que amplia o impacto das missões internacionais. “A iniciativa fortalece a inserção do Rio Grande do Sul em agendas globais, ao mesmo tempo em que conecta empresas gaúchas a referências internacionais de excelência, transformando conhecimento, relacionamento e cooperação em oportunidades concretas de internacionalização e possibilidades de atração de novos negócios”, afirma Prikladnicki.
TECNOLOGIA
A primeira missão de 2026 acontece em um contexto de crescente protagonismo da China como potência tecnológica. O país já responde por quase 50% das patentes registradas no mundo e investe mais de US$500 bilhões anuais em pesquisa e desenvolvimento. Para além dos números, o diferencial chinês está na forma como o governo trata tecnologias emergentes — como IA, 5G e computação em nuvem — como infraestrutura nacional. A China lidera em patentes de IA, respondendo por 69,7% das concessões acumuladas até 2023; e se destaca também no campo da chamada “IA incorporada” (embodied AI), com o desenvolvimento de robôs humanoides.
Em rankings globais de produção e impacto de pesquisa, universidades chinesas conquistaram posições de destaque entre as instituições mais influentes do planeta. O volume de publicações científicas produzidas por pesquisadores chineses já supera o dos Estados Unidos em métricas consolidadas de produção científica global, refletindo a profundidade e a escala do esforço em ciência e tecnologia no país.
A missão terá duração de uma semana, passando pelas duas principais cidades do país: Beijing, centro político e tecnológico, e Shanghai, capital financeira e polo de inovação urbana. O roteiro contempla visitas a empresas, universidades de ponta e parques tecnológicos que lideram a aplicação prática de tecnologias em larga escala.