
Foi lançado nesta quarta-feira o Banrisul Cultural, novo instituto cultural e social do Banrisul. Buscando atuar em diferentes regiões do Estado e, principalmente, atingir comunidades onde vivem pessoas em situação de vulnerabilidade, as iniciativas desenvolvidas integram programas e projetos que devem impactar, segundo a instituição, mais de 1 milhão de pessoas no Rio Grande do Sul. O investimento inicial é de R$ 27 milhões.
Foram criados cinco programas estruturantes, que terão longa duração, sendo renovados e ampliados após o cumprimento de suas metas; além de três projetos pontuais. Realizadas a partir de maio, as iniciativas incluem atividades de formação, sensibilização para as artes, incentivo à leitura, circulação cultural, educação financeira, cuidados com a mulher e preservação do patrimônio histórico.
O lançamento do instituto reuniu autoridades nesta manhã no Salão Nobre do Banrisul. A cerimônia contou com uma apresentação com participação do rapper Chiquinho Divilas e do acordeonista Rafa De Boni, misturando música chula, milonga e flamenco.
Diretora-geral do Banrisul Cultural, Beatriz Araujo ressaltou que o Banrisul já é o maior investidor em cultura do Estado, e que o instituto tem o foco de cumprir com lacunas nas políticas públicas de cultura. O intuito é que o instituto não seja um centro de cultura, mas que desenvolva programas continuados em pontos de cultura já existentes. “Esses projetos vão permitir com que jovens acessem arte e cultura, para que, a partir desse contato, possam investir nas suas carreiras ou simplesmente ter suas vidas transformadas a partir do contato com a arte e com a cultura”, diz Araujo.
“O Banrisul cultural nasce com os olhos voltados aos invisíveis, pessoas que não tem acesso à cultura, que não tem acesso a poder desenvolver a sua arte”, diz o presidente do Banrisul, Fernando Lemos. Nós vamos ao encontro da nossa população pelo interior, pelas periferias, por onde há necessidade efetivamente de que a gente leve a transformação através da cultura”, complementa.
Presente na cerimônia, o governador Eduardo Leite ressaltou o potencial do programa para o Estado. “O Banrisul Cultural vai ser capaz de mobilizar de uma forma organizada as ações do banco para formar agente, olhar para os territórios, apoiar as iniciativas e estar perfeitamente inserido dentro da sua função, que é também, para o banco, entregar valor ao Estado”.
Programas e projetos
Entre os destaques dos programas, está o Banrisul Entre Artes, parceria com a Fundação Bienal do Mercosul. O programa propõe atividades extracurriculares de artes para mais de 4 mil estudantes da rede pública da região Metropolitana de Porto Alegre, nas áreas de maior vulnerabilidade social.
Outra ação é o Clube do Livro Banrisul 60+, com participação da Associação Acervo Literário Erico Verissimo (ALEV), para incentivar o convívio na terceira idade. A iniciativa atenderá 2 mil participantes com o envio mensal de livros e realizará encontros virtuais.
O Cultura que Circula levará um ônibus-palco a municípios de pequeno porte, promovendo atividades de cultura, cidadania e educação financeira em praças públicas. O instituto também investirá em um programa de mobilidade, concessão de 200 bolsas e a criação de uma rede de parcerias institucionais para ampliar o acesso de estudantes, artistas e profissionais da cultura.
O Banrisul Cultural também integrará a campanha O RS diz não à violência contra a mulher e o feminicídio, da Central Única das Favelas (CUFA). Com atuação em periferias e comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a ação prevê mais de 300 atividades em todo o Estado, a partir de maio, além da criação de uma rede de atendimento com 14 unidades regionais.
A sede do Banrisul Cultural será no Centro Histórico de Porto Alegre, com previsão de funcionamento a partir do segundo semestre deste ano. Enquanto isso, a equipe do instituto atua no quarto andar do prédio do Banrisul, na rua Caldas Júnior.
Fonte: Correio do Povo