
O feminicídio de Priscila Rosa da Silva, 41 anos, no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, chama atenção por sua brutalidade e, também, devido ao atendimento que recebeu da Polícia Civil. Ela foi baleada pelo ex-companheiro, Eduardo Lopes dos Santos, 44, também morto, após atentar contra si, pelas 22h15min de domingo (9).
No caso, ao invés de plantonistas, como esperado, delegados em regime de sobreaviso atenderam a ocorrência. Em outras palavras, seu deslocamento ao local do crime, apesar de previsto em lei, é prática incomum, sendo o serviço, em geral, feito por uma equipe de comissários, inspetores e escrivães.
Em vigor por decreto, desde 2025, o sobreaviso da Polícia Civil é o período em que servidores ficam à disposição da administração pública, fora do horário de expediente, aguardando eventual convocação. Assim, devem estar acessíveis e disponíveis, conforme escala previamente definida.
A remuneração adicional por hora é calculada em um terço do valor da hora extra. Logo, cada delegado de sobreaviso recebe, em média, aproximadamente R$ 4,3 mil. Além disso, o valor é recebido mesmo quando esses não se deslocam ao local do crime junto aos agentes, ou seja, em boa parte das vezes.
Veja vídeos do atendimento
Vítima tinha medida protetiva
Priscila Rosa da Silva e Eduardo Lopes dos Santos permaneceram juntos por 19 anos, mas estavam separados há seis meses. Ela tinha Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor contra o ex. Todavia, na data do crime, ele escalou o portão da casa dela, arrombou a porta e executou-a, na presença da mãe.
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Fonte: Marcel Horowitz


