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Atendimento de delegados de sobreaviso a feminicídio na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, chama atenção

Delegados atendem ocorrência de feminicídio na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre - Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba
Delegados atendem ocorrência de feminicídio na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre – Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

O feminicídio de Priscila Rosa da Silva, 41 anos, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, chama atenção por sua brutalidade e, também, devido ao atendimento que recebeu da Polícia Civil. A vítima morreu após ter sido baleada pelo ex-companheiro, Eduardo Lopes dos Santos, 44, também morto, ao atentar contra si, pelas 22h15min de domingo (9).

Delegados em regime de sobreaviso atenderam a ocorrência, ao invés dos plantonistas. Em outras palavras, seu deslocamento a um local de crime, mesmo previsto em lei, é uma prática bastante incomum. Portanto, geralmente, comissários, inspetores e escrivães fazem esse serviço.

Em vigor por decreto, desde 2025, o sobreaviso da Polícia Civil é o período em que servidores ficam à disposição fora do horário de expediente, aguardando eventual convocação. Assim, devem estar acessíveis e disponíveis, conforme escala previamente definida.

Cada delegado de sobreaviso pode ganhar, em média, além do salário, aproximadamente R$ 4,3 mil por mês. Além disso, o montante é recebido até quando não se deslocam ao local do crime, ou seja, em boa parte das vezes.

O mesmo padrão, entretanto, não vale aos agentes, que tem remuneração adicional, por hora, calculada em um terço do valor da hora extra. Logo, em sobreaviso, recebem quantias que, em média, variam entre R$ 1,5 mil e R$, 1,6 mil ao mês, além do salário. Ademais, não podem deixar de ir aos locais de crime, ao contrário dos delegados.

Veja vídeos da ocorrência

Delegados após feminicídio na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre – Vídeo: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba
Imóvel de vítima feminicídio na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre – Vídeo: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

Vítima tinha medida protetiva

Priscila Rosa da Silva e Eduardo Lopes dos Santos ficaram juntos por 19 anos, estando separados há cerca de seis meses. Desde então, ela tinha Medida Protetiva de Urgência (MPU) contra o ex. Todavia, o sujeito escalou o portão da casa dela, arrombou a porta e executou-a, na presença da ex-sogra.

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Fonte: Marcel Horowitz

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