
O delegado Adriano Linhares seguirá à frente da Delegacia Regional de Sant’Ana do Livramento, responsável pela polícia judiciária na Fronteira-Oeste. A informação foi confirmada pelo diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Cléber dos Santos Lima. A permanência de Linhares no comando da Polícia Civil na região ocorre após mobilização de um grupo de entidades empresariais, sociais e políticas.
A transferência dele estava prevista para ocorrer na quinta-feira, dia 22 de outubro, mas foi cancelada pela Polícia Civil. No início da semana, a mobilização capitaneada por entidades como o Sindicato Rural, a Associação Comercial e Industrial de Livramento (Acil) e a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Sant’Ana do Livramento (OAB-RS) apontou resultados positivos no combate à criminalidade como um dos motivos pela permanência do delegado.
A região é considerada estratégica e sensível por conta da fronteira seca entre Brasil e Uruguai. O grupo também destacou a integração promovida pelo delegado Linhares com outras forças de segurança brasileiras e uruguaias que atuam no local. Para o presidente da Acil, Luiz Alberto Pereira Júnior, não havia justificativa técnica e operacional suficiente para a medida da SSP em retirá-lo da titularidade na região.
Já o presidente do Sindicato Rural, Lourenço Acauan, reforçou o trabalho feito pelo delegado Linhares para a redução dos índices de abigeato no município e na região. Além disso, ele citou ainda a condução da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) no enfrentamento às organizações criminosas. “Já foram mais 300 inquéritos encaminhados ao Poder Judiciário, além de mais de 300 prisões no período”, pontuou.
Após a decisão de manter o delegado Linhares na região, o grupo emitiu um manifesto de agradecimento ao governo do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da Polícia Civil. “A decisão demonstra a maturidade de um governo que pratica a escuta ativa e valoriza a interlocução com a sociedade civil organizada”, agradeceu o grupo. Procurada, a Polícia Civil comunicou que não se manifestará oficialmente sobre a decisão.
Fonte: Correio do Povo

