
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) de janeiro de 2026 registrou alta de 0,65%. Com este resultado, a variação acumulada em 12 meses passou de 8,85% em dezembro para 5,62% em janeiro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). Porto Alegre registra a maior desaceleração em 12 meses
“Apesar da forte desaceleração observada na taxa de variação em 12 meses dos preços de aluguel residencial, esse movimento se deve a um forte efeito‑base – a janela de 12 meses passou a comparar o nível atual com um período anterior em que os reajustes estavam mais elevados – a exemplo de janeiro de 2025 que registrou alta mensal de 3,7%. Ainda assim, a desaceleração do acumulado em 12 meses não implica, por si só, queda do aluguel ou pausa do movimento de preços. Inclusive, os aluguéis podem seguir registrando aumentos mensais, porém em ritmo compatível com uma normalização do ciclo após um período de maior volatilidade registrada entre 2023 e 2024.”, avalia Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
Em janeiro de 2026, o IVAR registrou alta mensal dos aluguéis em todas as capitais pesquisadas. Em Porto Alegre, os preços avançaram 0,78%, a maior variação entre as capitais. Em São Paulo, os aluguéis subiram, em média, 0,63%, no Rio de Janeiro o aumento foi de 0,57%. Por fim, em Belo Horizonte, os preços de locações residenciais subira em média 0,53%.
CAPITAL GAÚCHA
A leitura interanual do aluguel residencial perdeu fôlego em três das quatro capitais analisadas – a única exceção foi Belo Horizonte, que apresentou aceleração. Porto Alegre liderou a desaceleração, com a taxa de 12 meses caindo de 3,32% em dezembro para -1,74% em janeiro de 2026. Em São Paulo, o movimento também foi significativo: a taxa de variação passou de 9,48% para 5,64% no mesmo período. Ainda nas capitais que desaceleraram, Rio de Janeiro passou de 12,11% para 9,98% em janeiro.
Na única capital que avançou na taxa interanual, Belo Horizonte mostrou ajuste mais intenso, com a taxa em 12 meses suavizando de 11,27% para 12,71%.