Sem Raphinha, Ancelotti pode manter Paquetá no meio ou até retornar ao modelo da estreia

Com a lesão de Raphinha, Ancelotti precisará decidir quem vai jogar como titular, e isso traz consigo questões táticas. Dependendo do escolhido, o posicionamento de outros jogadores pode mudar. O Brasil já atuou de duas maneiras, a grosso modo, no meio-campo: uma quase sem meio, apenas com dois volantes, e outra com uma terceira peça, Lucas Paquetá.
O meia do Flamengo, que já é titular, explicou em entrevista coletiva as duas maneiras distintas como atuou. “Acho que, para esse segundo jogo, a gente foi mais definido para jogar com três no meio, diferentemente do outro, em que eu começava por fora e flutuava por dentro com mais liberdade. Essa mudança tática acaba definindo melhor a forma como a gente vai se entender entre os meio-campistas”.
Se o meio permanecer como foi contra o Haiti, três jogadores disputam a vaga de Raphinha. Luiz Henrique e Rayan seriam as opções mais simples: canhotos, com o pé para dentro. A outra alternativa poderia ser Gabriel Martinelli, que já declarou preferir jogar pela esquerda e aparecer pelo lado oposto. No entanto, o próprio Martinelli poderia atuar na esquerda, voltando ao 4-4-2, com Vini e Cunha por dentro. Assim, Paquetá fecharia por fora, pela direita. A fase ofensiva por esse lado ficaria prejudicada.
O caminho mais radical, e que seria muito difícil de acontecer, seria a entrada de Danilo, o que empurraria Paquetá para uma faixa ainda mais ofensiva pela direita, porém com mais consistência no centro e Vini Jr. aberto pelo lado esquerdo, como ponta. Essa configuração pode ser interessante, mas, sem tempo para testá-la, seria a mais temerária.
Para manter uma linha de evolução, sem mudanças táticas tão profundas, a melhor opção é Luiz Henrique. Além da característica e do encaixe pelo lado, ele permitiria a Paquetá trabalhar onde mais rende, no meio formado por Casemiro e Bruno Guimarães. Sem contar que sempre se apresentou bem pela seleção e tem uma força e uma ousadia que jamais foram demonstradas pelo jogador do Barcelona.
Ainda há Endrick e Neymar, ambos loucos para começar uma partida, mas, por ora, não vejo essa possibilidade. A lesão do craque do Barcelona é triste. Mas pode ajudar Ancelotti na evolução tática do Brasil.


