
A pesquisa Tendências do Consumidor – Mobilidade Urbana 2026, do Data OLX Autos, setor de inteligência automotiva do Grupo OLX, mostra que seis em cada dez entrevistados pretendem comprar um automóvel nos próximos seis meses, sete pontos percentuais acima do registrado em 2025. Entre esse público, os usados com mais de três anos lideram a preferência, com 37%, seguidos pelos seminovos, com 24%, e pelos modelos zero quilômetro, com 14%. Outros 25% ainda não decidiram qual tipo de veículo pretendem adquirir.
“O desejo de ter um automóvel segue forte e em alta: a intenção de compra cresceu sete pontos percentuais em relação a 2025. O dado mais revelador é que, entre quem pretende comprar, quem prefere usados e seminovos soma mais do que o dobro daqueles que buscam zero quilômetro, o que reforça a relevância do mercado de usados e seminovos para a mobilidade dos brasileiros, afirma Flávio Passos, vice-presidente de Autos do Grupo OLX.”
Os modelos eletrificados também aparecem entre as opções consideradas por quem planeja trocar ou adquirir um veículo. Entre os entrevistados que pretendem comprar um automóvel nos próximos seis meses, 46% considerariam um modelo híbrido ou elétrico. No detalhamento das respostas, 20% comprariam um híbrido, 7% optariam por um elétrico e 19% considerariam as duas tecnologias. Outros 32% não comprariam um modelo eletrificado e 21% ainda não sabem.
Atualmente, entre os entrevistados que já possuem automóvel, 94% não têm um modelo híbrido ou elétrico, enquanto 4% possuem um híbrido e 2%, um elétrico. No recorte sobre recarga, 65% informam carregar o veículo em casa ou no condomínio, 20% utilizam eletropostos e 15% recorrem a postos de combustíveis com infraestrutura para elétricos. Os custos relacionados ao automóvel e aos deslocamentos também se destacam no levantamento. Nos últimos 12 meses, 92% dos entrevistados perceberam aumento no preço do combustível e 88% no valor dos automóveis novos. A percepção de alta também alcança o seguro do veículo (85%), as passagens de transporte público (83%), os automóveis seminovos ou usados (82%) e o IPVA (77%).
CONGESTIONAMENTOS
No dia a dia das cidades, o congestionamento é o principal incômodo para 74% dos entrevistados, mesma questão que já liderava o levantamento em 2025. Em seguida aparecem os custos elevados com combustível, passagens e estacionamento (54%), a falta de segurança nas vias (43%), a insegurança relacionada a violência e assaltos (37%) e o transporte público inadequado ou ineficiente (33%).
O automóvel mantém presença relevante na rotina dos entrevistados. Quase metade (49%) afirma utilizá-lo com frequência, enquanto 15% fazem uso periódico e 17% utilizam ocasionalmente. Já os aplicativos de mobilidade aparecem principalmente no uso ocasional, citado por 46% dos participantes, enquanto 8% afirmam utilizá-los com frequência.
A percepção de segurança também varia entre os meios de transporte: 72% afirmam se sentir seguros ao se deslocar de carro, maior percentual entre as modalidades avaliadas, seguido pelos aplicativos de mobilidade, com 65%. Em relação à motocicleta, 40% dizem se sentir seguros ao utilizá-la, já 45% se sentem inseguros.
Dentre os entrevistados, 73% têm ao menos um automóvel: 36% possuem somente carro e 29% combinam o carro com outro veículo, como motocicleta, caminhonete ou caminhão. Entre aqueles que pretendem comprar um automóvel nos próximos seis meses, 94% afirmam que o veículo será destinado ao próprio uso.
A pesquisa também avaliou outras formas de adquirir um automóvel. No total da amostra, 60% considerariam alugar um carro para realizar viagens de longa distância, percentual que chega a 62% entre moradores das capitais. Quando o assunto é carro por assinatura, a adesão é menor: 35% considerariam contratar o serviço, enquanto 65% não adotariam a modalidade.
Entre os 40% que não pretendem comprar um automóvel nos próximos seis meses, 41% dizem que o principal motivo é já possuir um veículo. Como a pergunta permitia múltiplas respostas, 26% mencionam outras prioridades de compra, 25% afirmam não ter necessidade de adquirir um carro e outros 25% dizem não ter condições financeiras no momento. O preço elevado dos automóveis é citado por 21%.

