
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) explicou, nesta sexta-feira (23), que não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. A movimentação ocorre após o presidente do órgão, ministro Nunes Marques, solicitar que a Meta faça um pente-fino em supostas ações coordenadas envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”.
O ministro fez uma série de exigências, entre elas a de que a Meta faça uma distinção entre o que é mobilização legítima e o que configura comportamento coordenado potencialmente irregular.
A manifestação da Corte ocorre após ilações geradas a partir de despachos de processos de propaganda que tramitam em prazos céleres, característicos do período eleitoral.
De acordo com o tribunal, interpretações distorcidas a partir desses pedidos de informação em tempo reduzido são absolutamente indevidas.
Na manhã de hoje, os ministros da propaganda do TSE realizaram uma reunião estratégica com representantes das principais empresas de tecnologia do país: Meta, X, Google, TikTok e Kwai.
O encontro teve como pauta central o alinhamento de providências práticas para o estrito cumprimento da legislação eleitoral vigente. Durante as discussões, o ministro Kassio Nunes Marques fez solicitações diretas às companhias:
- Reforço de Pessoal: Demanda por equipes maiores dedicadas ao atendimento de demandas urgentes da Justiça Eleitoral.
- Atuação Isonômica: Exigência de tratamento equilibrado e imparcial por parte das plataformas.
- Cumprimento de Acordos: Garantia de efetivação do plano de conformidade que foi previamente assinado por todas as empresas presentes.
Fonte: R7

