
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Sul (FICCO/RS), da Polícia Federal, em ação conjunta com a Brigada Militar, realizou nesta quinta-feira uma ação que resultou na captura de um casal procurado pela Justiça em razão de condenações criminais.
O casal foi localizado em um hotel no município de Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte. As diligências permitiram identificar o paradeiro dos procurados, acompanhar seus deslocamentos e estabelecer as condições necessárias para uma abordagem segura e coordenada. A abordagem policial ocorreu momentos antes deles deixarem o estabelecimento.
Após a prisão, o homem e a mulher foram encaminhados para os procedimentos legais cabíveis, permanecendo à disposição da Justiça. A mulher foi identificada como sendo Paula Caroline Rodrigues Lopes, de 32 anos, condenada a 26 anos e oito meses de prisão pela morte do fotógrafo Gustavo Bertuol Gargioni em Canoas em 2015.
Paula estava foragida e recentemente entrou na lista de procurados da Interpol. De acordo com o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a denúncia foi motivada pela recente divulgação da inclusão da mulher na lista internacional. No momento da prisão, ela estava acompanhada do líder de uma facção criminosa que atua em Canoas. O criminoso, que estava armado com uma pistola, também foi preso.
Relembre o caso
O fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos, foi morto em 28 de julho de 2015, em Canoas. Ele foi encontrado na região da Prainha do Paquetá com 19 ferimentos provocados por disparos de arma de fogo, conforme a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Segundo a acusação, Paula Caroline Rodrigues Lopes teria atraído o fotógrafo para uma emboscada. Na época, ela mantinha um relacionamento com Juliano Biron da Silva, apontado como autor dos disparos. Ele foi condenado pelo assassinato em fevereiro de 2020, pelo Tribunal do Júri.
Paula foi absolvida da acusação de homicídio em dezembro de 2023. O MPRS recorreu, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul anulou o julgamento em abril de 2025, por considerar que a decisão dos jurados contrariava as provas do processo. A determinação de um novo júri transitou em julgado em agosto daquele ano.
Em março de 2026, Paula foi novamente julgada pelo Tribunal do Júri de Canoas e condenada a 26 anos e oito meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Ela não compareceu à sessão e foi julgada à revelia.
Fonte: Camila Mendes / Correio do Povo

