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Tesouro Renda+ valoriza até 23% em sete dias

Crédito: Freepik

O Tesouro Renda+, título público criado para ajudar brasileiros a complementar a aposentadoria, registrou uma valorização expressiva na semana seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Entre os dias 2 e 9 de outubro, os oito vencimentos disponíveis apresentaram ganhos de 8,18% a 23,36%, impulsionados pela queda das taxas negociadas no mercado.

O destaque foi o Tesouro Renda+ 2065. Nesse período, a taxa de compra caiu de IPCA + 6,86% para IPCA + 6,38% ao ano. Com essa mudança, uma aplicação de R$ 10 mil passou a valer R$ 12.336, considerando a variação de preço informada para o intervalo. Apesar do resultado expressivo, o investidor precisa compreender que essa valorização não representa um rendimento garantido. O ganho depende das condições de mercado e só é efetivamente realizado com a venda do título pelo preço disponível naquele momento.

Os títulos com vencimentos mais distantes apresentaram as maiores valorizações, conforme os dados divulgados pelo Tesouro Nacional para o período analisado. O Renda+ 2060 subiu 20,63%, enquanto o título com vencimento em 2055 avançou 17,97%. Já o Renda+ 2050 acumulou alta de 16,02%. Na outra ponta, o Renda+ 2030 registrou valorização de 8,18%.

Na prática, quem tivesse investido R$ 10 mil no Renda+ 2030 teria um valor estimado de R$ 10.818 ao final do período. No Renda+ 2040, o montante chegaria a R$ 11.226, enquanto o investimento no Renda+ 2065 alcançaria R$ 12.336. Esses valores são referências de variação bruta de preço, e não garantias de rentabilidade líquida. Impostos, custos aplicáveis e as condições efetivas de negociação podem alterar o resultado final.

A valorização está relacionada à chamada marcação a mercado, mecanismo pelo qual o preço de um título de renda fixa muda conforme as taxas de juros exigidas pelos investidores. A regra funciona de maneira inversa: quando as taxas de mercado caem, o preço de um título já emitido tende a subir. Quando as taxas aumentam, o preço normalmente recua.

Isso acontece porque os títulos antigos passam a oferecer condições relativamente mais atrativas ou menos atrativas em comparação com as novas oportunidades disponíveis no mercado. No caso do Renda+, a queda das taxas após o primeiro turno eleitoral provocou uma reprecificação dos papéis. A expectativa dos investidores em relação à trajetória econômica, às contas públicas e ao risco fiscal contribuiu para o movimento.

(*) com R7

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