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Polícia Civil investiga suspeita de falsificação de medicamento contra o câncer

Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu, nesta quarta-feira, um mandado de busca e apreensão em uma empresa de Itajaí, em Santa Catarina, durante a Operação Efeito Colateral. A ação investiga a procedência e a autenticidade de um produto apresentado como Lorlatinib 100 miligramas, medicamento utilizado no tratamento oncológico.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Consumidor, Saúde Pública e da Propriedade Intelectual, Imaterial e Industrial (DECON), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

O caso começou a ser investigado depois que um paciente oncológico ingeriu o produto por um período considerado razoável e não percebeu efeitos da medicação. Durante as diligências, a Polícia Civil encontrou elementos que levantaram suspeitas sobre a verdadeira natureza do material.

Pesquisas realizadas em bases de dados e fontes comerciais estrangeiras identificaram no material uma correspondência com uma expressão em chinês associada a uma bala macia ou “soft candy” sabor taro. A Polícia Civil também identificou semelhanças, em uma comparação fotográfica realizada para fins investigativos, entre o material apreendido e imagens de um produto comercializado na China.

Apesar das suspeitas, a Polícia Civil ressalta que ainda não é possível afirmar que o conteúdo seja um produto alimentício. O material será submetido a exame pericial para determinar sua identidade e composição.

A investigação busca esclarecer também a origem do produto, a cadeia de importação e distribuição e a eventual responsabilidade dos envolvidos. A suspeita de que um produto de natureza diversa tenha sido apresentado como medicamento oncológico é tratada como um possível risco à saúde de pacientes que dependem de tratamentos específicos.

Durante o cumprimento do mandado em Santa Catarina, foram realizadas diligências para a coleta de elementos relacionados ao caso. O material apreendido será submetido às análises pertinentes.

A delegada Milena Simioli, titular da DECON, afirmou que a apuração busca proteger pacientes e consumidores diante da suspeita envolvendo um produto apresentado como medicamento. “Mais do que uma possível fraude comercial, estamos diante de uma situação que pode colocar em risco a saúde de pessoas que dependem de um tratamento médico”, disse.

A Polícia Civil também informou que, neste momento, não é possível determinar quando ou por quem o conteúdo teria sido acondicionado na embalagem apresentada como medicamento. A investigação prossegue sob sigilo.

Fonte: Guilherme Sperafico / Correio do Povo

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