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Do combate às fake news ao voto na urna: os preparativos do TRE-RS para as eleições

Sagrera revelou que foram convocados 109.742 mesários no Rio Grande do Sul | Foto : Mauro Schaefer / Correio do Povo

“Nós acreditamos que o principal desafio da Justiça Eleitoral, neste ano, diz respeito ao alto número de toques na urna eletrônica que o eleitor terá que dar”, afirmou o secretário de Comunicação e Relações Institucionais do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), Renato Sagrera, em entrevista ao podcast Matriz, do Correio do Povo. A manifestação deve-se em função de que serão eleitos seis candidatos neste ano. O que deverá representar maior tempo para a votação individual.

Outro ponto que tem gerado alerta no tribunal é em relação aos ausentes. Na eleição de 2024, o Rio Grande do Sul ficou em sexto lugar no Brasil no ranking dos estados com maior abstenção, com cerca de 23,69% no primeiro turno, e em terceiro no segundo turno, com 32,41%. Conforme Sagrera, esses números não representam a realidade do Estado: “O eleitorado gaúcho sempre foi politizado e sempre gostou de um bom debate.”

Buscando evitar o crescente desses números e estimular a participação social, Sagrera afirmou que a equipe do TRE-RS percorreu o Estado e suas principais regiões — iniciando por Uruguaiana e passando pela Serra, Região Central, Planalto e Zona Sul —, locais onde foram registrados altos índices de abstenção. “Nós conversamos com as comunidades locais, com as lideranças e com a imprensa, que é fundamental nesse processo.”

Mesários
Sagrera revelou que foram convocados 109.742 mesários no Rio Grande do Sul e que 65% deste contingente é formado por voluntários. “Caso alguém falte, é necessário encaminhar, no prazo legal de 30 dias, a justificativa para o seu cartório eleitoral, explicando o que aconteceu. O presidente de mesa, que é a autoridade máxima dentro da seção eleitoral, tem o poder de convocar uma pessoa na fila para substituir o mesário faltante.”

Comissão de desinformação
Conforme Sagrera, o TRE-RS tem uma comissão de combate à desinformação, coordenada pelo desembargador Luciano André Losekann. “Infelizmente, uma fake news tem o poder de chegar muito mais rápido do que uma informação verdadeira, ainda mais em tempos de Inteligência Artificial.”

“Todas as denúncias, não só de desinformação, mas também de propaganda irregular, podem ser feitas através do aplicativo Pardal, que está à disposição no site do TRE e do Tribunal Superior Eleitoral”, apontou Sagrera.

Fonte: Correio do Povo

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