
Em agosto de 2026, os preços da indústria geral, que engloba as indústrias extrativas e de transformação, variaram 0,36% frente a julho de 2026, revertendo o sinal da variação de julho/2026 frente a junho/2026 (-0,83%). Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.
Em agosto, os preços de 14 das 24 atividades industriais investigadas apresentaram variações positivas ante o mês anterior. As quatro atividades com maiores variações neste indicador (M/M₋₁) foram: indústrias extrativas (4,33%); outros produtos químicos (-2,97%); borracha e plástico (-2,77%); e metalurgia (2,13%).
Alimentos foi o setor industrial de maior destaque na comparação com julho (M/M₋₁), responsável por 0,47 ponto percentual (p.p.) de influência na variação de 0,36% da indústria geral. Outras atividades que também se sobressaíram nessa comparação foram outros produtos químicos, com -0,25 p.p. de influência, indústrias extrativas (0,18 p.p.) e metalurgia (0,14 p.p.). O indicador acumulado no ano, que compara os preços do mês de referência aos de dezembro do ano anterior, chegou a 3,47%. A título de comparação, a taxa acumulada até agosto de 2025 havia sido de -3,63%.
Entre as atividades, as maiores variações no acumulado no ano foram: equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (17,09%), borracha e plástico (11,28%), outros produtos químicos (8,15%) e impressão (6,65%). Já as maiores influências sobre o acumulado no ano da indústria foram alimentos (0,65 p.p.), outros produtos químicos (0,63 p.p.), borracha e plástico (0,45 p.p.) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (0,39 p.p.). A variação acumulada em 12 meses, calculada comparando os preços de agosto de 2026 aos de agosto de 2025, chegou a 2,53%. Em julho de 2026, este mesmo indicador, M/M₋₁₂, havia registrado taxa de 1,94%.
GRANDES CATEGORIAS
Sob a ótica das Grandes Categorias Econômicas, a variação de preços em agosto frente a julho de 2026 (0,36%) na indústria geral, repercutiu da seguinte maneira: -0,01% de variação em bens de capital (BK); 0,00% em bens intermediários (BI); e 0,96% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,02%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de 1,15%.
Ainda na comparação com julho de 2026, a principal influência entre as Grandes Categorias Econômicas foi exercida por bens de consumo, cujo peso na composição do índice geral foi de 38,18% e respondeu por 0,36 p.p. da variação de 0,36% nas indústrias extrativas e de transformação. No caso de bens de consumo, a influência observada em agosto se divide em 0,00 p.p., que se deveu à variação nos preços de bens de consumo duráveis, e 0,36 p.p. associada à variação de bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Completam a lista, bens intermediários, com influência de 0,00 p.p., e bens de capital, também com 0,00 p.p.
A variação acumulada no ano das Grandes Categorias Econômicas chegou a 2,76%, no caso de bens de capital; 3,94% em bens intermediários; e 2,95% em bens de consumo – sendo 0,62% para bens de consumo duráveis e 3,42% para bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
No acumulado em 12 meses, M/M₋₁₂, a variação de preços de bens de capital foi de 3,09% em agosto/2026. Os preços dos bens intermediários, por sua vez, variaram 2,29% e a variação em bens de consumo foi de 2,74%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 1,53% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 2,97%.
Com peso de 53,89% no cálculo do índice geral, bens intermediários foi responsável por 1,24 p.p. dos 2,53% de variação acumulada em 12 meses na indústria, em agosto, seguido por bens de consumo (1,04 p.p.) e bens de capital (0,24 p.p.). O resultado de bens de consumo, em particular, foi influenciado em 0,10 p.p. por bens de consumo duráveis e em 0,95 p.p. por bens de consumo semiduráveis e não duráveis, este último com peso de 83,77% no geral do índice daquela grande categoria.

