
A menos de uma semana de a população ir às urnas, o STF (Supremo Tribunal Federal) chega às eleições imerso em divergências, trocas de farpas públicas e um desgaste da credibilidade.
Segundo relatos de ministros em reservado ao R7, o clima de tensão no Supremo já extrapolou os gabinetes, chegou ao plenário e passou a repercutir no ambiente eleitoral. Parte dos magistrados teme que a decisão do presidente da Corte, Edson Fachin, de retomar a pauta de julgamentos seja explorada por opositores como um sinal de que o STF tenta seguir normalmente, sem dar uma resposta à crise.
Para os ministros ouvidos, a prioridade nos próximos sete dias deve ser adotar uma postura de contenção para garantir que o processo de votação e apuração ocorra sem intercorrências.
De acordo com interlocutores, a fragmentação interna fragiliza o papel institucional do Supremo e mina a credibilidade de que o tribunal precisa para assegurar a eleição.
Segundo interlocutores ligados à Justiça Eleitoral, a fragilização do Supremo abre margem para que atores políticos de diferentes espectros questionem a legitimidade de eventuais intervenções judiciais durante o dia da votação.
Nos bastidores, o cenário é descrito como um dos momentos mais complexos vividos pelo tribunal em anos. Segundo relatos, o empenho do presidente Fachin para manter a rotina institucional tem esbarrado no acirramento de ânimos entre diferentes alas da Corte.
O R7 apurou que há uma divisão clara sobre como conduzir os julgamentos mais sensíveis no período pré-eleitoral: enquanto uma ala defende o adiamento de pautas polêmicas para evitar contaminação do pleito, outra parcela sustenta que adiar decisões gera ainda mais desconfiança quanto à transparência do tribunal.
Fonte: R7

