
Após a passagem de um forte temporal durante a madrugada, a prefeitura de Rio Grande confirmou na manhã desta segunda-feira que há danos por todo o município. A prioridade das equipes da Defesa Civil nas primeiras horas da manhã foi realizar a limpeza de vias importantes, obstruídas por árvores e postes que caíram devido a força do vendaval. O órgão municipal também entregou lonas para as famílias que tiveram suas casas destelhadas. Na rua Portugal, a força do vento arrancou uma árvore com o calçamento.
Em algumas vias ainda haviam fios arrebentados e energizados durante a manhã. A prefeitura ainda contabiliza o número de casas destelhadas na zona urbana e no interior. O secretário-executivo da Defesa Civil do município, Anderson Montiel, o vento mais intenso ocorreu entre 2h e 2h30min. “Algumas residências tiveram danos em suas estruturas. Tudo está sendo avaliado. As equipes passaram a madrugada desobstruindo as vias de acesso rápido, até mesmo, para o socorro”, justificou.
As aulas foram canceladas na rede municipal de educação na manhã desta segunda-feira. Segundo Montiel os ventos passaram dos 100 km/h na cidade. “Temos o registro de 113km/h. Foi um vento muito intenso que durou em torno de dez minutos. Há estragos em toda a cidade”, confirmou.
A prefeitura divulgou alterações temporárias na operação do transporte coletivo, devido às condições de trafegabilidade. As linhas distritais estão sem atendimento. A Quinta está com a operação normal, com alteração apenas no bairro Quinta, utilizando a Rua Trajano Lopes para acesso à Estação Quinta. O restante do itinerário permanece normal. Já a do Parque São Pedro em ambos os sentidos a operação ocorre pela RS 734, sem acesso ao bairro Humaitá, em razão de poste caído na rua Angelo Trindade.
As equipes seguem trabalhando para a liberação das vias e a normalização dos itinerários, buscando restabelecer integralmente a operação do transporte coletivo o mais breve possível. As Unidades de Prontos Atendimento (UPAS) estão funcionando com o uso de gerador desde à 1h30min. Os atendimentos foram suspensos tanto no CAPS Conviver e como na Unidade Básica de Saúde Materno Infantil.
Fonte: Angélica Silveira/Correio do Povo

