
A Rádio Guaíba realizaou, ao longo desta semana, entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado. Foram entrevistados por Lasier Martins e José Aldo Pinheiro, no programa Acontecendo, Gabriel Souza, do MDB, Juliana Brizola, do PDT, Luciano Zuco, do PL, e Marcelo Maranata, do PSDB. Confira o que eles disseram:
Gabriel Souza

Abrindo a série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Estado, do programa Acontecendo da Rádio Guaíba, o vice-governador e nome do MDB na disputa, Gabriel Souza, garantiu nasta terça-feira, ao apresentador José Aldo Pinheiro que, caso seja o próximo governador, seu governo será uma “evolução” e não um mero continuísmo da gestão de Eduardo Leite.
“Eu não pretendo fazer uma terceira edição do governo atual. Em que pese tenha muito orgulho do governo que eu estou fazendo junto com o governador Eduardo Leite, sei que é um novo período, com novos desafios, com coisas que já foram feitas, que temos que manter as conquistas e coisas que ainda não foram feitas nós que temos que avançar. Há coisas que podem ficar do jeito que estão, outras que não podem, que precisam ser melhoradas”, pontuou.
Críticas ao presidente Lula
Gabriel Souza também não poupou críticas ao presidente Lula, que na semana passada em visita ao Estado manifestou insatisfação com a suposta falta de projetos do governo gaúcho para a alocação de R$ 6 bilhões liberados pela União para a prevenção de enchentes. Souza classificou a fala do presidente como “bobagem”.
“Na verdade, o Lula está totalmente desinformado e veio aqui fazer palanque político numa reunião séria, né?. Quem é o Lula para falar de obra atrasada?”, alfinetou Souza, citando atrasos históricos em obras federais como a duplicação das rodovias BR-290 e BR-116, além da transposição do Rio São Francisco e explicou que os projetos de engenharia para os diques de contenção precisaram ser inteiramente refeitos após as enchentes de 2024.
Segundo ele, os anteprojetos existentes eram baseados na cheia histórica de 1941, parâmetros que se provaram insuficientes para a catástrofe recente. Souza argumentou que a elaboração de projetos complexos exige tempo e que a construção de 150 quilômetros de novos diques na Grande Porto Alegre é um empreendimento de grande porte.
“O candidato que vier aqui dizer o seguinte: “Olha, eu faço essas obras em 2 anos”, infelizmente vai estar mentindo”, disparou.
Dívida do estado
Sobre a histórica dívida do Estado com a União, Gabriel disse ter um plano para reduzir o juro da dívida. “Eu tenho o jeito de reduzir o juro da dívida, que é assinando o Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), a partir de junho do ano que vem. É um programa que reduz; hoje o Estado paga IPCA mais 4% no juro da dívida, e vai pagar só a inflação, inflação mais zero por cento, reduzindo, portanto, o juro da dívida”.
Setor agrícola e irrigação
Para o setor agrícola, Souza pretende negociar com o governo federal a prorrogação do Fundo de Reconstrução do Estado (FUNRIGS). Com os recursos da prorrogação do FUNRIGS, o candidato quer focar na causa das perdas econômicas do Estado — as estiagens.
“Porque toda vez que tem estiagem, que tem seca, a nossa safra não acontece e isso faz cair a economia. Eu quero aumentar em 1 milhão de hectares irrigados no Rio Grande do Sul na área de plantação de soja, a partir do programa que criarei com o dinheiro da prorrogação do Funrigs”. Gabriel Souza já afirmou: “Farei o maior programa de irrigação da história”, destacando suas metas para o setor.
Propostas para áreas essenciais
Gabriel Souza também detalhou suas propostas e defendeu o legado da atual gestão nas áreas de saúde, educação e segurança pública:
Pela saúde, o candidato estabeleceu a meta de zerar as filas de espera do SUS logo no primeiro ano de governo. “Vou colocar mais R$ 5 bilhões na saúde durante os 4 anos, exatamente para acelerar a agilidade dos pacientes serem atendidos no SUS”, ressaltou.
Na educação, propõe a criação do maior programa de ensino técnico da história do Estado, com a oferta de 80.000 novas vagas de dupla formação no ensino médio. Dessas, 50.000 vagas serão viabilizadas pelo próprio Estado em escolas de tempo integral e 30.000 serão adquiridas junto ao Sistema S (SENAI, Senac, Senar) e universidades parceiras.
Ele também ressaltou a evolução já realizada no setor. “A merenda escolar, que antes o Estado investia R$ 15 milhões para todas as escolas gaúchas, agora a gente investe R$ 180 milhões , de R$ 15 para R$ 180 milhões, merenda quente, merenda nutricionalmente adequada”, salientou.
Na segurança pública, Gabriel disse que a atual gestão aumentou o efetivo e que irá ampliar caso seja eleito, passando de 35 mil para chegar perto de 40 mil homens e mulheres nas forças de segurança do Estado. Ele rebateu boatos de congelamento salarial, afirmando que as forças de segurança receberam um reajuste de 12,49%.
Juliana Brizola (PDT)

Carregar um dos sobrenomes de peso na política gaúcha é um orgulho e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade para Juliana Brizola (PDT). Em entrevista ao Programa Acontecendo apresentado, por José Aldo Pinheiro, na Rádio Guaíba, a candidata ao governo do Estado deixou claro que sua principal inspiração veio do avô, Leonel de Moura Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul na década de 1960.
“Dizem que eu vivo na sombra do meu avô. Não. Eu vivo na luz do meu avô Leonel Brizola, que era um homem que foi investigado muito profundamente em vários momentos da nossa história e nunca encontraram nada contra ele”.
Para Juliana, as ideias do avô continuam mais atuais do que nunca porque problemas crônicos do Rio Grande do Sul não foram resolvidos nas últimas décadas. É sob essa ótica que ela defende o trabalhismo — que busca equilibrar o capital e o trabalho — e aposta na escola de tempo integral como o motor de transformação do Estado.
Educação integral e o combate de frente ao feminicídio
A educação é a grande bandeira que Juliana herdou e que pretende consolidar. Ela é autora da lei que colocou a escola de tempo integral na Constituição Estadual, transformando o modelo em uma política de Estado para que não mude a cada novo governo. “Eu tenho certeza absoluta que para qualificar a nossa sala de aula, o ensino, a aprendizagem, a escola de tempo integral já é comprovada cientificamente que ela resgata a qualidade e nós vamos, sim, implementar em todo o Estado a escola de tempo integral.”
Ao ser questionada sobre as escolas cívico-militares, a candidata foi honesta ao admitir que mudou de opinião. Ela contou que chegou a votar a favor do modelo na Assembleia Legislativa, mas voltou atrás.
“Me arrependi, me arrependi. Eu achei que pudesse ser aos moldes do Colégio Militar”, explicou, defendendo que cada profissional deve atuar na sua área: “Educador é educador, educador estuda muito para ser educador, enquanto os militares têm o papel fundamental de defender as fronteiras e a soberania nacional.”
Outro ponto central de sua fala foi a segurança das mulheres. Com mestrado em ciências criminais, Juliana criticou duramente a atual política de proteção do Estado. Embora elogie o programa RS Seguro e prometa mantê-lo, ela aponta uma falha grave: “esqueceu as nossas mulheres. Dão medida protetiva para as nossas mulheres e mandam elas para casa, como se isso fosse resolver alguma coisa, não há um monitoramento”.
Para mudar esse cenário, ela garantiu que trará a coordenação do combate ao feminicídio e à violência infantil para dentro do seu próprio gabinete, assumindo a responsabilidade direta pela questão.
Crítica ao modelo atual de gestão e às privatizações
Juliana não poupou críticas à política econômica adotada no Estado nos últimos 12 anos (iniciada ainda no governo de José Ivo Sartori e seguida por Eduardo Leite), baseada na austeridade fiscal e na venda de patrimônio público. Para ela, o sacrifício imposto à população e aos servidores não trouxe o resultado prometido.
“Venderam a nossa energia, venderam a nossa água, aumentaram o imposto duas vezes (…) se reformulou carreira de servidor para pior, tudo isso em nome de uma agenda fiscal”, criticou a candidata.
Ela argumentou que, mesmo após a venda de estatais importantes, como a CEEE e a Corsan, o Rio Grande do Sul ainda projeta um rombo financeiro de R$ 4,8 bilhões para o próximo ano. Além disso, Juliana apontou que a entrega dessas empresas ao setor privado não se traduziu em melhorias: “quando tu vende a estatal, muitas vezes o serviço piora, que é o que aconteceu casualmente com a CEEE e com a Corsan”.
Dívida com a União e Finanças
Juliana propõe substituir o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) pelo programa Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), “garantindo que os juros da dívida fiquem no Estado para investimentos em saúde, educação e infraestrutura”. Ela também afirmou já ter conversado com o presidente Lula para prorrogar o fundo de reconstrução por mais dois ou três anos e pretende articular a criação de um Fundo Constitucional do Sul em Brasília. Também deixou bem claro que caso não seja Lula o próximo presidente vai se sentar e conversar com qualquer outro governante para tratar os assuntos do Rio Grande do Sul.
Prevenção a Desastres Climáticos
A trabalhista também criticou a lentidão do governo Leite na apresentação de projetos, pontuando que, de um fundo de R$ 6 bilhões para reconstrução, apenas cerca de R$ 1 bilhão foi liberado recentemente. Ela propõe criar protocolos de emergência claros para cada região, estruturar sistemas de alerta confiáveis e realizar obras de infraestrutura (como diques e casas de bomba) em parceria com especialistas de universidades, como a UFRGS.
“Eu vou trazer também as universidades, na nossa querida UFRGS a gente tem um departamento específico, gente com conhecimento que pesquisa que estuda há mais de 30 anos sobre essa questão de alagamentos, de enchentes”, pontuou.
Fim da filas na Saúde
Para enfrentar a fila de mais de 850 mil pessoas que aguardam exames e cirurgias, Juliana planeja realizar mutirões e abrir o turno da noite nos hospitais. Ela também destacou o projeto “Pró Hospitais”, de sua autoria, que permite a empresários destinarem até 5% do ICMS diretamente para Santas Casas e hospitais filantrópicos.
Êxodo Populacional e Economia: Diante da perda de moradores no estado (Porto Alegre perdeu 80 mil pessoas em uma década), a candidata defende que o RS precisa recuperar seu protagonismo econômico. Para isso, propõe investir em irrigação no campo, recuperar rodovias precárias, ferrovias e aproveitar melhor as hidrovias.
Juliana terminou a entrevista garantindo que vai respeitar os concursos públicos e chamar os candidatos excedentes, com destaque para a Polícia Civil, para suprir o déficit de pessoal, além de focar no combate aos crimes digitais.
Luciano Zucco (PL)

O candidato ao Governo do Estado, Luciano Zucco (PL), defendeu uma mudança na condução econômica do Estado, priorizando a desburocratização e a atração de investimentos. Ele foi o terceiro postulante ao Piratini a ser entrevistado no Programa Acontecendo, apresentado por Lasier Martins, nesta quinta-feira.
Diante de uma situação financeira difícil, no qual o próximo gestor deve receber um déficit de quase R$ 5 bilhões e uma dívida de mais de R$ 100 bilhões com a União, Zucco propõe substituir a atual postura do Estado por uma “agenda de crescimento econômico” focada em infraestrutura, segurança jurídica e simplificação de licenças ambientais.
Para isso, ele aponta a necessidade urgente de destravar investimentos, como por exemplo o da CMPC, em Guaíba. “Olha o exemplo que estamos vendo até hoje em relação a um grande investimento que deve ser feito da CMPC. São R$ 27 bilhões, mais de 15 mil empregos diretos (que estão parados) e ainda assim essa é a mensagem que estamos passando de forma negativa. Então, essa nova agenda de crescimento tem que ser analisada”, instigou o candidato, que também assegurou que manterá benefícios fiscais nos próximos anos para atrair novas empresas e impulsionar a economia antes que as regras da reforma tributária sejam efetivadas.
O candidato também afirmou que não irá aumentar os tributos, e defendeu que a saída para manter o equilíbrio fiscal é a atração de “dinheiro novo”, especialmente por meio do turismo, “que hoje representa apenas 4,5% do PIB do RS, enquanto na vizinha Santa Catarina chega a 12%”. Ele defende que o Estado precisa explorar melhor o potencial turístico de regiões como os Pampas, as Missões e a Serra Gaúcha para gerar novas receitas.
Fortalecimento do agro e política de irrigação
O agronegócio é outra prioridade central na agenda econômica de Zucco onde prometeu enfrentar as estiagens, e facilitar a construção de barragens e açudes por meio de licenciamentos simplificados. “O agro é 40% do PIB gaúcho e mais de 70% das nossas exportações. Só que só de milho, castigado pela estiagem, só 5% tem a sua área irrigada. Então, a gente sabe da importância de uma política estadual permanente de irrigação”, ressaltou.
Educação e qualificação de mão de obra
Ele também acredita que a economia e o ambiente de negócios passam pela qualificação profissional, área em que o candidato vê graves deficiências. Citou dados da Fiergs que apontam que 85% das empresas gaúchas enfrentam dificuldades para encontrar mão de obra qualificada, além de criticar os baixos índices de alfabetização infantil no Estado. “A cada dez crianças gaúchas, só cinco são alfabetizadas na idade certa. O ranking do Rio Grande do Sul é vergonhoso, 25º entre os 27 estados da Federação”.
Resiliência climática e proteção contra enchentes
O candidato também não poupou críticas aos atuais governos estadual e federal em relação à reconstrução do Estado após as enchentes. “Só o fundo para a reconstrução tem R$ 6 bilhões e meio e não foi gasto nem 1%. Até agora só tem o anteprojeto de um dique de Eldorado, ou seja, tudo muito lento. Nem o sistema de alerta e monitoramento está funcionando”, salientou.
Segurança pública e combate às facções
Na segurança, o candidato quer focar no combate à violência contra a mulher e no isolamento de lideranças criminosas dentro das prisões para desmantelar o “escritório do crime”. Ele propõe criar um departamento exclusivo de proteção às mulheres e ampliar o uso de tornozeleiras eletrônicas.
“Hoje nós temos 17.000 medidas protetivas e só 1.000 tornozeleiras. Então temos que conversar com o Ministério Público, Tribunal de Justiça para poder ampliar (o número de equipamentos)”.
Sobre o crime organizado, Zucco promete tolerância zero: “Nós vamos também atacar as facções, isolando lideranças e atacando de forma coordenada com os órgãos de segurança pública”.
Marcelo Maranata (PSDB)

O candidato ao governo do Rio Grande do Sul Marcelo Maranata (PSDB) acredita que suas experiências na iniciativa privada (comerciante e lojista) e na vida pública, como prefeito de Guaíba, o credenciam para governar o Estado.
“Essa experiência de lojista me fez ser o prefeito mais bem avaliado do Sul do Brasil. De levar a nossa prática de quem faz economia, de quem trabalha incansavelmente, e a cidade cresceu. Guaíba foi a cidade que mais cresceu economicamente em 2025, mesmo depois de ter passado por três enchentes. A gente pegou pandemia, vendaval, seis calamidades”, ressaltou o tucano durante entrevista ao Programa Acontecendo, apresentado por Lasier Martins na Rádio Guaíba, nesta sexta-feira.
Ele citou seus feitos como prefeito e como ajudou Guaíba na economia e na captura de investimentos como a fábrica de aviões entre outras empresas como Aeromot, o Mercado Livre e a Lebs . “Nós recuperamos a cidade e fomos a cidade que cresceu 111 posições na educação. Foi uma cidade que levou o maior investimento privado do Rio Grande do Sul, a fábrica de aviões”, comentou.
Maranata também criticou a postura do governador Eduardo Leite em relação à construção de uma fábrica de celulose da CMPC, em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana. “Lamentavelmente nós temos um governador que ainda não sentou com o presidente da República para tratar desse assunto mais importante. R$ 27 bilhões, o governador do Estado tem que ter prioridade. E aí, já falando sobre isso, a minha prioridade é cuidar do desenvolvimento econômico para que a gente possa fazer um social, para a gente poder investir em educação e fazer a transformação que a gente precisa no nosso Estado e voltar a crescer.”
Economia e finanças do Estado
Para enfrentar as dificuldades fiscais do Rio Grande do Sul, o candidato propõe enxugar a máquina pública em pelo menos 30%, buscar a pacificação política com Brasília e apresentar um plano de desenvolvimento focado em novas matrizes energéticas e na industrialização. Ele também criticou a atual gestão estadual por manter recursos parados em caixa que deveriam ser usados na proteção contra enchentes.
“O próximo governador do Estado do Rio Grande do Sul vai ter que apresentar um plano de desenvolvimento e sentar com Brasília, não só para assinar o Propag, que é o novo plano de renegociação da dívida, mas também pedir para o Governo Federal mais um tempo. Porque o presidente da República veio agora há poucos dias aqui no Rio Grande do Sul e cobrou o governador que tem no caixa R$ 8 bilhões parado para proteger a Região Metropolitana e não foi gasto um centavo desse dinheiro”, cobrou.
Saúde e educação como prioridades
Para saúde, o tucano quer zerar a fila de espera, que hoje conta com cerca de 800 mil pessoas, por meio da regionalização do atendimento em sete regiões e da aplicação do mínimo constitucional no orçamento do Estado.
“O Estado do Rio Grande do Sul nunca investiu os 12%, que é o mínimo constitucional. Nós vamos investir os 12% e isso, para quem está me ouvindo, são mais R$ 2.5 bilhões aplicados na saúde para que a gente possa zerar essa fila”, reforçou.
Na educação, o candidato propõe a criação de duas mil escolas “Escolas Empreendedoras” em parceria com entidades como Sebrae, Sesc e Senac. Para atrair e valorizar novos professores, ele planeja utilizar os lucros do Banrisul para criar um fundo garantidor de bolsas de estudo.
“O lucro do Banrisul, nós vamos fazer um fundo garantidor e pegar parte desse recurso para que a gente possa disponibilizar bolsas para alunos do ensino médio que vão ingressar na faculdade, que tem o sonho de ser professor, para que a gente possa estimular novos professores para virem para a rede”.
Segurança pública e combate ao crime cibernético
No âmbito da segurança, o candidato demonstrou preocupação com a atuação de facções dentro do sistema prisional e com o avanço dos golpes aplicados por telefone. Ele propõe a separação rigorosa de presos que são réus primários e a criação de uma secretaria voltada ao combate de crimes cibernéticos.
” Hoje tem 55 mil apenados e as facções tomando conta dos presídios. É preciso ter uma regra que todo apenado que chega lá, que é réu primário, ele seja separado, ele não pode ir para as galerias das facções para ele ser cooptado pelo crime”.
Polêmica sobre a ausência de candidatos nos debates
O tucano comentou brevemente sobre sua fala polêmica, onde acusou, em evento na quinta-feira, campanhas rivais de oferecerem barganha para ausência em debates. “Esse era um assunto interno de uma reunião que aconteceu. As minhas falas eram só para aquele grupo que estava ali, e infelizmente, de forma maldosa, vazaram e agora a direção de campanha está tomando as providências para que a gente possa fazer um manifesto”.
Ele também voltou a criticar duramente a postura de seus adversários políticos, que, segundo ele, têm evitado o confronto direto de ideias e faltado sistematicamente aos debates eleitorais. “O gaúcho não quer olhar para essa eleição. Não quer ouvir os candidatos, os caras não estão indo no debate, Lasier. Onze debates eles não foram, se combinaram para não ir no debate, porque não querem falar”, criticou.

