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Polícia Civil investiga ex-funcionária por transferências fraudulentas contra associação comercial

Mandados foram cumpridos pela Polícia Civil nesta terça-feira | Foto : Polícia Civil / CP

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Quebra de Confiança para investigar um esquema de transferências bancárias fraudulentas que teria causado prejuízo a uma associação representativa de um importante ramo da atividade comercial do Rio Grande do Sul. A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Segundo a investigação, uma ex-funcionária da entidade, que era responsável pela realização de pagamentos, teria utilizado as atribuições do cargo para fazer diversas transferências para uma conta de pessoa jurídica vinculada ao marido. O caso é investigado como furto qualificado mediante fraude.

Conforme a Polícia Civil, a investigada teria adulterado comprovantes bancários para ocultar os desvios. Nos documentos, eram incluídos os nomes de hotéis e de outros prestadores de serviços que efetivamente haviam sido utilizados pela associação. Os valores, porém, eram direcionados para a empresa vinculada ao casal.

A mulher trabalhou na entidade por aproximadamente quatro meses. Nesse período, teriam sido realizadas diversas transferências fraudulentas, até que as irregularidades fossem identificadas. A Polícia Civil considera o prejuízo significativo, mas não divulgou o valor neste momento.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Um deles foi realizado na residência dos investigados e o outro em uma revenda de veículos. Um veículo foi apreendido, além de outros objetos considerados de interesse para a investigação.

O material recolhido será analisado pela Polícia Civil. As diligências continuam para esclarecer o esquema, identificar a destinação dos valores e apurar a eventual participação de outros envolvidos.

Conforme a Polícia Civil, a entidade tem sede em Porto Alegre, mas possui abrangência em todo o Estado. Entretanto, por razões de segurança, o nome da entidade não foi revelado pela investigação.

Fonte: Correio do Povo

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