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Júri de réu apontado como líder de facção é cancelado após defesa abandonar plenário em Porto Alegre

Imagem de Minhoca no primeiro júri do caso, em 2023 - Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba
Imagem de Minhoca no primeiro júri do caso, em 2023 – Foto: Marcel Horowitz / Rádio Guaíba

O júri de José Dalvani Nunes Rodrigues, o Minhoca, tido como um dos principais líderes da facção Bala na Cara, em Porto Alegre, acabou sendo cancelado, na sexta-feira (11), após sua defesa abandonar plenário. Este seria o segundo julgamento de Minhoca, que chegou a ser inocentado, em 2023, mas teve absolvição anulada pouco depois.

Logo, dessa vez, o júri teve fim quando o advogado Jean Severo, à frente da defesa de Minhoca, pediu dissolução do Conselho de Sentença. “O Ministério Público fez ataques pessoais”, afirmou.

Já o promotor Francisco Lauenstein, entretanto, classificou o ato de “manobra”, negando, assim, as alegações de Severo. “Isso é um absurdo. Não houve nenhum desrespeito, nem criminalização da advocacia. A defesa agiu na tentativa de evitar condenação.”

Minhoca está recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). Ele, em suma, cumpre pena superior a 100 anos de reclusão.

Entenda a acusação

A execução do casal David Ronzani Rodrigues e Heloísa Serpa Bueno ocorreu em 13 de fevereiro de 2017, no bairro Passo das Pedras. Na data, as vítimas foram rendidas e transportadas a um matagal, sendo alvejadas com pistola.

A motivação do crime envolveria desavenças entre roubo de carros e outros delitos. Ademais, a denúncia teve como base a delação de Douglas Gonçalves Romano dos Santos, morto em 2020. Ele afirmava ter sido um dos atiradores, supostamente a mando de Minhoca.

Relembre o júri de 2023

A reportagem esteve no primeiro júri do caso, que resultou, por quatro votos a três, na absolvição de Minhoca, em 17 de novembro de 2023. Entretanto, a promotoria recorreu, tendo o pedido acatado no Tribunal de Justiça.

Na época, o advogado Jean Severo disse que não havia provas contra seu cliente. Isso porque, segundo ele, a acusação tinha como base a delação do ex-comparsa.

“De todos os processos, esse é o mais absurdo. Além do delator, há outro envolvido no crime que não foi nem indiciado. Quem matou o casal continua solto. Pegaram o cara [Minhoca], pela notoriedade dele. Quiseram criar um caso”, disse Jean Severo.

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Fonte: Marcel Horowitz




 




 


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