
Setembro começou no azul para o Ibovespa B3, com o indicador voltando a rondar o patamar de 180 mil pontos. A principal referência do mercado acionário brasileiro fechou esta segunda-feira (1º) com alta de 1,30%, aos 179.722,48 pontos. Dado central do dia no noticiário econômico local, o PIB do Brasil trouxe uma visão de possível corte de juros com a desaceleração. A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 na comparação com o primeiro trimestre.
“Apesar de vir em linha com as expectativas ali na leitura cheia, o dado trouxe um recado de desaceleração da economia, principalmente quando a gente olha o setor de serviços ou consumo das famílias que ajudou a aliviar a curva de juros nos vértices mais curtos, ou seja, sinalizando que o mercado entende haver espaço para cortes adicionais na Selic ou reforçando essa mensagem, talvez adicionando mais cortes nas projeções”, Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
No exterior, o mercado segue de olho na guerra entre EUA e Irã, com ataques recorrentes e o preço do petróleo subindo mais uma vez. A commodity do tipo Brent com vencimento em outubro subiu 4,60%, a US$ 94,65. A valorização levou as ações da Petrobras a aparecerem entre as maiores altas do dia.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 181.060,89 pontos na máxima intradiária e 177.299,50 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 30,9 bilhões. O apetite pelo Brasil beneficiou o real ante a moeda norte-americana, na contramão de outras moedas pelo mundo. No fim do dia, o dólar comercial caiu 0,47%, a R$ 5,15.
Nova York
O clima nas bolsas de Nova York não foi tão positivo como por aqui. Com os ataques no Oriente Médio e o petróleo em alta, os índices caíram. Assim, no pregão, o Dow Jones desceu 0,79%, o S&P perdeu 0,71% e o Nasdaq cedeu 1,03%.
(*) com B3


