
Os preços dos combustíveis registraram novo recuo em agosto, sob a liderança do etanol. De acordo com os dados mais recentes do Monitor de Preços de Combustíveis, elaborado pela Veloe com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), cinco dos seis produtos acompanhados pela iniciativa registraram queda em relação a julho. O movimento foi mais intenso no etanol hidratado, que ficou 2,7% mais barato e encerrou o mês a R$ 4,050 por litro, enquanto o diesel comum recuou 1,1%, a gasolina comum caiu 0,5%, a gasolina aditivada 0,4% e o diesel S-10, 0,4%. A exceção ficou a cargo do GNV, cujo preço nos postos brasileiros subiu 1,3%, para uma média de R$ 4,900 por m³.
O comportamento do etanol continua a chamar atenção não apenas pelo resultado mensal, mas especialmente pela trajetória acumulada nos últimos meses. Enquanto gasolina e diesel ainda registram altas expressivas em 2026, o biocombustível acumula queda de 9,5% no ano e de 5,1% em 12 meses. No acumulado do ano, o diesel S-10 avançou 12,4% e o diesel comum, 10,3%. Gasolina comum e aditivada acumulam altas de 6,0% e 5,6%, respectivamente. Comparativamente, a gasolina comum fechou agosto em R$ 6,654 por litro, enquanto o diesel S-10 ficou em R$ 6,949. Apesar do recuo no mês, os dois produtos permanecem significativamente mais caros do que no início do ano: o diesel S-10 acumula alta de 12,4%, a maior entre os combustíveis monitorados, e a gasolina comum, de 6,0%.
Etanol amplia competitividade
A queda do etanol reforçou sua competitividade relativa frente à gasolina. Em agosto, o litro do biocombustível equivalia a 65,6% do preço da gasolina comum na média das unidades federativas, renovando, pelo segundo mês consecutivo, o menor patamar da série histórica iniciada em 2017. Nas capitais, a relação também atingiu novo mínimo histórico, em 66,2%.
Adotando 70% como parâmetro de referência, o etanol se mostrou mais vantajoso em nove unidades da federação. Mato Grosso liderou, com uma relação de 55,6%, seguido por São Paulo (58,1%), Mato Grosso do Sul (61,8%), Goiás (61,9%) e Paraná (63,1%). Também ficaram abaixo do limite Distrito Federal, Minas Gerais, Bahia e Amazonas. Em Santa Catarina, a relação entre os preços coincidiu com o parâmetro de referência (70%).
O movimento, porém, não é homogêneo no país. O etanol continua mais caro no Norte e no Nordeste, onde as médias chegaram a R$ 5,082 e R$ 4,927 por litro, respectivamente. No Sudeste, onde houve a maior queda mensal entre as regiões, de 3,3%, a média ficou em R$ 3,892.


