
Um integrante do próprio Missão é suspeito de filiar Flávio Bolsonaro (PL) ao partido no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A informação, veiculada pelo portal R7 e pela rede de notícias CNN, indica que alguém com credenciais oficiais (login e senha) efetuou o cadastro no Filia.
Nessa quinta-feira, TSE divulgou uma nota esclarecendo que a alteração no cadastro não foi fruto de uma invasão hacker, nem de falha de segurança nos sistemas da Justiça Eleitoral.
Segundo informações da CNN, o filiado ao Missão que teria feito o cadastro seria uma pessoa com função diretiva na sigla. O nome já teria sido encaminhado para a Polícia Federal (PF) e para a Procuradoria-Geral da República, que devem investigar o caso. Local de acesso e o horário também foram identificados.
A inserção de dados falsos em sistema de informações, conhecida como peculato eletrônico, é um crime previsto no Artigo 313-A do Código Penal brasileiro. A pena é de reclusão de 2 a 12 anos, além de multa.
Suspensão temporária
O TSE decidiu nesta quinta-feira suspender temporariamente o processamento de novos registros no Filia. A plataforma da Justiça Eleitoral é responsável pelo registro de filiações a partidos políticos.
A medida foi tomada após a repercussão da filiação falsa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, ao partido Missão.
Segundo o TSE, a medida foi determinada pelo presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, e tem o objetivo de impedir novas filiações indevidas.
Fonte: Correio do Povo


